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  • 07/10/2015
  • 11:22
  • Atualização: 18:08

Exposição em Porto Alegre revela rotina de gueto judeu na 2ª Guerra

"As Meninas do Quarto 28" reúne desenhos de crianças confinadas em alojamento

Gueto próximo à cidade de Praga foi recriado a partir de desenhos e réplica | Foto: Reprodução / CP

Gueto próximo à cidade de Praga foi recriado a partir de desenhos e réplica | Foto: Reprodução / CP

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A exposição "As Meninas do Quarto 28" será inaugurada em Porto Alegre nesta quarta-feira, às 18h, e segue em cartaz até março de 2016, no Museu da Ufrgs (Osvaldo Aranha, 277).  A mostra, que já passou por cidades da Europa e Israel, além de São Paulo e Brasília, retrata o dia a dia de meninas judias que foram confinadas na então Tchecoslováquia durante a invasão alemã sofrida pelo país na Segunda Guerra Mundial. A visitação pode ser feita de segundas a sextas-feiras, das 9h às 18h, com entrada gratuita e mediações agendadas pelo site.

A exposição reúne desenhos das crianças e uma réplica de seu alojamento no gueto de Theresiendstadt, antiga fortaleza a 60 km de Praga, que serviu de prisão para artistas, cientistas, músicos, intelectuais e outros judeus. O grupo de meninas enfocado pelo projeto viveu nesse local da Tchecoslováquia, no alojamento L410, quarto 28.

Os artistas que ficaram no lugar utilizaram seus conhecimentos para proporcionar a essas jovens uma série de atividades como pintura, desenho e música, além de aulas de matemática, história e geografia. Assim, trouxeram às crianças prisioneiras, momentos de esperança e alívio, tentando evitar que suas vidas fossem devastadas pela guerra.

As produções servem como registro dessa história e dos primórdios da arteterapia, e, reunidas pela jornalista e escritora Hannelore Brenner, deram origem ao livro e à exposição itinerante “As Meninas do Quarto 28”. Dodi Chansky, Karen Zolko e Roberta Sundfeld formam o comitê curatorial da mostra, chancelada pela ONU e escolhida pela União Europeia para homenagem no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.