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  • 04/12/2011
  • 14:26
  • Atualização: 14:32

"Os Náufragos da Louca Esperança" encerra Porto Alegre em Cena

Peça é baseada na obra escrita por Jules Verne, no final do século XIX

Peça é baseada na obra escrita por Jules Verne, no final do século XIX | Foto: Porto Alegre em Cena / Divulgação / CP

Peça é baseada na obra escrita por Jules Verne, no final do século XIX | Foto: Porto Alegre em Cena / Divulgação / CP

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A narrativa histórica, estética e onírica de "Les Éphémères", em 2007, deixou os gaúchos mais perto deste sonho quase cinquentenário (47 anos) de Ariane Mnouchkine com seu Théâtre du Soleil, sediado em Paris. De terça a domingo, às 20h, no Parque Eduardo Gomes, em Canoas (Guilherme Schell, 3600), o Soleil apresentará "Os Náufragos da Louca Esperança (Auroras)", que estreou em fevereiro de 2010 na Cartoucherie, em Paris. As apresentações fecham o 18ª Porto Alegre em Cena. Ingressos na My Ticket (Andradas, 1425, loja 69, e Padre Chagas, 327, loja 6), Canoas Shopping (Guilherme Schell, 6750), e n pelo www.ingressorapido.com.br.

"Os Náufragos da Louca Esperança" é baseado em "Os Náufragos do Jonathan", escrito por Jules Verne ao final do século XIX. Composto por duas narrativas paralelas, a montagem que totaliza 4 horas de duração apresenta, inicialmente, momentos anteriores à Primeira Guerra Mundial, em 1914, quando pessoas fascinadas pelo cinema reuniam-se na n guinguette n Fol Espoir, onde desejavam filmar a ficção de Verne. Na trama, emigrantes saem do Reino Unido para a Austrália, mas, ao atingir as fronteiras da Patagônia, naufragam e tentam estabelecer uma sociedade mais justa, igualitária e de inspiração socialista.

Para este espetáculo apresentado em São Paulo e Rio de Janeiro, entre outubro e novembro, foi montada uma tenda de 2,2 mil metros quadrados com 14 metros de altura e arquibancadas com capacidade para 627 pessoas. Em entrevista coletiva na sexta, a diretora Ariane Mnouchkine disse que o processo de concepção e ensaio do espetáculo, que durou 11 meses, partiu do desejo de montar a fábula maravilhosa do romance de Verne. "No processo de transposição, de representação metafórica, os atores me trouxeram uma equipe de cinema. O que fiz como diretora foi dar luz, abrir o espaço e abrir o tempo, limpar tudo, deixando o campo de inspiração deles o mais livre possível", disse.

Sobre a utopia, a crença na capacidade de mudar o mundo pela arte, Ariane lembra que não é uma peça que vai mudar o mundo. "Charles Dickens mudou o destino das crianças com romances que expressavam paixão e a revolta, mas se algumas das pessoas que estão no público recebem o alimento da imaginação dos atores, do grupo, aí penso é possível mudar o mundo", salienta Ariane. A atriz brasileira Juliana Carneiro da Cunha interpreta Madame Gabrielle e destaca que o processo teve como principal característica a de viver em 1914, a Belle Époque. "A gente encarna, recebe o personagem dessa época de liberdade e alegria. Acho que existia uma consciência coletiva de que a guerra seria mortífera, duradoura, que a morte estava próxima e por isso tanta efervescência", conclui Juliana.

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