Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 03/04/2012
  • 16:51
  • Atualização: 16:54

Morre o cartunista e escritor Antonio Mingote

Personagens do artista refletiram durante décadas as mudanças na política e na vida dos espanhóis

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  • AFP

O cartunista, escritor e membro da Real Academia Espanhola (RAE) Antonio Mingote morreu aos 93 anos em Madri, anunciou nesta terça-feira o jornal ABC, no qual o desenhista publicou grande parte de suas criações. Nascido na cidade catalã de Sitges, na região de Barcelona, em 1919, Mingote começou a trabalhar em 1946 no semanário "La Codorniz", do qual participaram muitos artistas gráficos de renome, tendo recebido o título de Marquês de Daroca pelo rei Juan Carlos, em dezembro de 2011. O corpo foi levado para o parque do Retiro de Madri, para as últimas homenagens, e na quarta-feira será cremado em cerimônia íntima", segundo o jornal.

Desde 1953, seus quadrinhos e ilustrações eram publicados no diário ABC, sem que Mingote abandonasse a veia de escritor, publicando vários livros e colaborando em produções de cinema e televisão, segundo a Secretaria de Cultura espanhola. Seus personagens, presentes das páginas de jornais a paredes de uma estação de metrô de Madri, refletiram durante décadas as mudanças na política e na vida dos espanhóis. "Hoje, o povo de Madri, as pessoas sobre quem ele escreveu histórias e amava como ninguém, dará a ele um emocionado último adeus", anunciou o jornal espanhol no obituário do artista, escritor e acadêmico, sem indicar a causa da morte. 

Personalidades do jornalismo e da política expressaram pêsames. "Cada vinheta que criava era um autêntico editorial gráfico", disse o ministro da Cultura espanhol, José Ignacio Wert. "Sua vida e sua obra foram um manifesto ao engenho e ao sentido do humor. Falar de ilustração gráfica é fazer referência a este mestre emblemático", acrescentou.

A Real Academia Espanhola decretou luto e seu diretor, José Manuel Blecua, expressou, "em nome da instituição" o pesar pela morte do companheiro que, desde 1987, ocupava a cadeira 'r'. A bandeira da Academia foi hasteada a meio pau em sua memória, acrescentou. Como escritor, deixou as obras de ficção - "Las palmeras de cartón" (1948) e "Adelita en su desván" (1991) - e livros como "Historia de la gente" (1955 e 1984), "Historia de Madrid" (1961) e "Hombre solo, Hombre tranquilo" (1976).

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