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02/02/2013 09:36 - Atualizado em 02/02/2013 09:46

Filme mostra Mautner em prosa, poesia e verso

Documentário de Heitor D'Alincourt e Pedro Bial apresenta a vida do músico e compositor

Filme mostra Mautner em prosa, poesia e verso<br /><b>Crédito: </b> Divulgação / CP
Filme mostra Mautner em prosa, poesia e verso
Crédito: Divulgação / CP
Filme mostra Mautner em prosa, poesia e verso
Crédito: Divulgação / CP

Entre os momentos marcantes da cinebiografia 'Jorge Mautner - O Filho do Holocausto', de Heitor D'Alincourt e Pedro Bial, se destaca a parte musical. É ela que vai pontuando e dando agilidade ao roteiro do documentário. Assim, entre notas sonoras criativas, a trama põe em cena um dos ícones da música brasileira e figura fundamental no movimento tropicalista. O compositor, cantor, violinista e escritor Jorge Mautner tem sua história de vida revelada e sua obra revisitada com um olhar generoso e nada 'bigbroderiano', como se poderia esperar por sua direção. Produzido pelo Canal Brasil, o filme tem como ponto de partida o livro homônimo e autobiográfico, lançado no ano de 2006. No longa-metragem, a trajetória marcante do artista é reconstruída por meio de entrevistas e costurada com imagens de arquivo. Mas a poesia e a musicalidade ganham força no show antológico, montado em estúdio, especialmente preparado para a realização do filme.

Nos momentos de encontro, Mautner recebe dois grandes amigos e parceiros musicais: Caetano Veloso, com quem canta 'Todo Errado', 'Tarado' e 'Manjar de Reis'; e Gilberto Gil, com quem faz dueto em 'Outros Viram', 'Os Pais' e 'Rouxinol'. Os depoimentos se seguem, pondo em cena curiosidades que vão revelando o homem e o artista, fundidos em uma história. A infância em São Paulo vem na lembrança dos amigos Elizabeth e Ottaviano De Fiore, e Aguilar. Já o exílio na Inglaterra surge com as palavras de Caetano, Gil e Nelson Jacobina. Mas no momento em que Ruth Mendes, sua mulher, e a filha Amora entram em cena é que aflora o lado mais pessoal do artista. Aliás, um dos momentos mais tensos e intensos do filme ficou de fora. O corte final dos diretores não inclui uma discussão acalorada entre pai e filha. Ela, revelando sentimentos dolorosos de sua criação. Ele, tratando de minimizar o relato. Perguntado sobre as escolhas de edição, Bial desconversa: 'A decisão foi preservar a intimidade do Mautner e da família'. Dito pelo anfitrião da exposição da intimidade dos 'bigbroderianos', surpreende. Mesmo assim, a dinâmica da produção ganha força com a soma dos elementos narrativos. E Mautner interpreta algumas de suas composições mais marcantes, ao lado de Nelson Jacobina, Kassin, Pedro Sá, Berna Ceppas e Domenico Lancellotti. Marcando a cultura brasileira.


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Fonte: Marcos Santuario / Correio do Povo






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