 Lars Vilks disse que ceder às ameaças significa abandonar a democracia Crédito: AFP
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Lars Vilks disse que ceder às ameaças significa abandonar a democracia
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O artista sueco Lars Vilks, que recebeu ameaças de morte depois de ter representado o profeta Maomé como um cachorro, anunciou nesta quarta-feira que tem a intenção de expor novamente usando como tema o fundador do Islã. "É importante continuar porque se cedermos às ameaças e retrocedermos, abandonaremos o princípio da democracia", declarou à AFP.
Vilks atraiu a atenção dos meios de comunicação de todo o mundo depois da publicação em 2007 de uma caricatura de Maomé no jornal regional Nerikes Allehanda, junto em um editorial sobre a liberdade de expressão. O artista pretende expor em julho, em Malmo, a terceira cidade da Suécia, onde 40% da população, segundo a municipalidade, é integrada por imigrantes de primeira ou segunda geração de pessoas procedentes do Iraque, Bósnia, Líbano, Irã e Turquia.
O pintor indicou que vai retomar a mesma charge do profeta, com um corpo de cachorro, para caracterizá-lo em quadros de célebres de pintores como Monet, Rubens o Anders Zorn. Oito pessoas, incluindo Colleen LaRose, uma islamita que se chama de "Jihad Jane", foram presas em 2009 por ter planejado matar o artista.
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