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O diretor de cinema palestino Emad Burnat foi detido no aeroporto de Los Angeles, onde desembarcou para assistir à entrega do Oscar no domingo. O último filme do cineasta foi indicado.
Burnat, cujo filme "Five Broken Camaras" é indicado ao prêmio de Melhor Filme Documentário na 85ª edição dos Prêmios da Academia, ficou detido durante uma hora e meia em uma área de espera do aeroporto LAX de Los Angeles, junto com sua esposa e seu filho de oito anos. "Apesar de ter apresentado o convite para a cerimônia do Oscar, isso não foi suficiente para as autoridades, que o ameaçaram de enviar de volta à Palestina", disse Michael Moore em seu Twitter ao relatar o incidente.
"Os agentes de Imigração e Alfândega não puderam entender como um palestino poderia ter sido indicado ao Oscar. Emad me enviou uma mensagem pedindo ajuda", acrescentou. Moore, que conquistou o Oscar de Melhor Filme Documentário em 2003 por "Tiros em Columbine", sobre o controle das armas de fogo, afirmou que entrou em contato com funcionários da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que consultaram seus advogados. "Depois de uma hora e meia, decidiram deixá-lo em liberdade", contou.
Um porta-voz do Escritório de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, Jaime Ruiz, disse que a agência irá emitir uma declaração sobre o incidente, mas não fez nenhum comentário adicional. Moore acrescentou que o cineasta palestino "tinha certeza de que ele seria deportado".
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