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A poetisa tibetana Tsering Woeser anunciou nesta sexta-feira que autoridades de Pequim lhe negaram um passaporte e, por este motivo, ela não poderá receber um prêmio concedido pelo governo americano. Uma das vozes mais críticas sobre a presença chinesa no Tibete, ela foi escolhida para receber o prêmio anual do Departamento de Estado americano às mulheres de todo o mundo que demonstram coragem, abnegação e que defendem os direitos humanos.
O prêmio será entregue nesta sexta-feira em Washington na presença do secretário de Estado americano, John Kerry e da primeira-dama Michelle Obama. Tsering Woeser foi privada do passaporte, segundo ela, por motivos de "segurança nacional". Ao negar-se a entregar o passaporte, a China "delata sua fragilidade", explicou.
O governo da China denunciou a atribuição do prêmio a Tsering Woeser como uma "interferência" em seus assuntos internos. "Atribuindo uma recompensa a uma pessoa assim, os Estados Unidos proporcionam apoio público a suas reivindicações separatistas", declarou Hua Chunying, porta-voz da diplomacia chinesa.
Esta postura recorda a que foi adotada por Pequim em 2010 por ocasião do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente e intelectual Liu Xiaobo, que, desde 2009, cumpre uma pena de 11 anos de prisão. Na época, Pequim também criticou o Comitê Nobel por uma "interferência injustificável" em seus assuntos internos.
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