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A figura do anti-herói nômade é o objeto da nova criação da Cia. Rústica, “Natalício Cavalo”, que estreia nesta sexta-feira no Teatro de Câmara (República, 575), em Porto Alegre, com sessões sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h. A direção é de Patrícia Fagundes, autora do texto - mistura de fantasia e realidade - a partir da memória de nossos antepassados, combinadas à figura do gaudério gaúcho. “Ele transforma sua vida muitas vezes e é esta busca que nos motiva: os caminhos possíveis, experimentando várias coisas”, diz a diretora.
Nos anos 1930, em Rosário do Sul, tem início esta controversa história, com o nascimento do protagonista, fruto do romance clandestino de uma viúva - morta no parto, com um soldado, assassinado logo depois. Criado pelos padrinhos, como se fosse filho legítimo, não quis estudar, fazendo as “lides do campo”. Aos 13 anos saiu de casa e, desde então, foi ajudante de fazenda, brigadiano, jogador profissional, representante comercial, produtor/animador de rodeios e radialista. Mulherengo, casou-se incontáveis vezes e teve vários filhos. Brigava com frequência, sem guardar rancor. Na rádio, deu voz a desassistidos. Rossendo Rodrigues se inspirou nos ginetes do Freio de Ouro para construir Natalício jovem. Lisando Belotto pega o personagem maduro, em crise existencial, quando rodeios não dão dinheiro. E Heinz Limaverde, no fim da vida.
Fonte: Vera Pinto / Correio do Povo
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