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16/12/2013 11:10 - Atualizado em 16/12/2013 11:41

Morre Joan Fontaine, musa de Alfred Hitchcock

Atriz de 96 anos faleceu de causas naturais no Norte da Califórnia

Atriz ao lado do diretor Henry Hathaway
Crédito: Mychele Daniau / AFP / CP

A vencedora do Oscar Joan Fontaine, ícone da era de ouro de Hollywood por protagonizar clássicos de Alfred Hitchcock, faleceu nesse domingo aos 96 anos.  A assistente da atriz, Susan Pfeiffer, informou ao jornal Hollywood Reporter que a estrela faleceu de causas naturais em sua casa de Carmel, Norte da Califórnia.

Nascida no Japão, filha de pais britânicos, Fontaine se mudou em 1919 para a Califórnia, onde ela e sua irmã mais velha, a também estrela de cinema Olivia de Havilland, tiveram uma bem sucedida carreira cinematográfica. Fontaine e de Havilland são as únicas irmãs a conquistar um Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de
Hollywood.

Fontaine começou a carreira de atriz nos últimos anos de sua adolescência, com papéis fundalmentalmente menores e depois em filmes classe B nos anos 1930. Sua carreira decolou na década de 1940 pelas mãos do célebre diretor Alfred Hitchcock. Impressionado com a expressividade de seu olhar, Hitchcock incluiu Fontaine em seu primeiro filme americano, uma adaptação de 1940 do romance "Rebecca, a mulher inesquecível", de Daphne du Maurier.

Ela recebeu uma indicação ao Oscar por sua interpretação de uma esposa perseguida pelo fantasma da falecida mulher de seu marido. Um ano depois, a atriz recebeu um Oscar por seu papel em "Suspeita", que protagonizou ao lado de Cary Grant. Foi a única atriz a ganhar um Oscar por um filme dirigido pelo rei do suspense.

Apesar de sua irmã atingir a fama antes dela, Fontaine foi a primeira a conseguir a estatueta dourada, derrotando Olivia de Havilland, que havia sido indicada na mesma categoria por "A porta de ouro" (Hold Back The Dawn), de Mitchell Leisen. A hostilidade entre das duas irmãs ficou visível na cerimônia de entrega do Oscar.

"Eu congelei. Olhei para o outro lado da mesa, onde Olivia estava sentada. 'Levanta', sussurrou ela de forma imperativa", contou certa vez Fontaine. "Toda a animosidade que havíamos sentido uma em relação à outra durante a infância... voltou de repente como imagens de um caleidoscópio... Senti que Olivia atravessaria a mesa para me agarrar pelos cabelos", acrescentou.

Olivia só veio a ganhar seu primeiro Oscar em 1946, por seu papel como a amante de um piloto da Segunda Guerra Mundial no filme "Só resta uma lágrima" (To Each His Own), também de Leisen. Fontaine depois contou que sua irmã a destratou quando tentou parabenizá-la. "Ela me olhou nos olhos, ignorou minha mão, agarrou seu Oscar, se virou e foi embora", relatou.

As irmãs também eram rivais no amor. O excêntrico magnata Howard Hughes, que saiu por um tempo com Havilland, pediu Fontaine várias vezes em casamento. "Eu me casei primeiro, ganhei um Oscar antes que a Olvia e se morresse primeiro, sem dúvida ela ficaria lívida porque eu também teria ganhado dela nisso", comentou Fontaine em outra ocasião.

Com sua carreira cinematográfica em declínio na década de 1950, Fontaine se voltou para a televisão e fez várias aparições em musicais da Broadway, como "O leão no inverno". Mulher fora do comum, Fontaine tinha licença de piloto, era campeã de voo em balão aerostático, uma jogadora de golfe competente, licenciada em design de interiores e cozinheira formada pelo Cordon Bleu.

Casada em quatro ocasiões, se divorciou de seu último marido, Alfred Wright em 1969 e chegou a declarar que "o casamento, como instituição, está tão morto quanto um dodô" (ave extinta). Fontaine teve uma filha, Deborah, em 1952 e adotou uma menina peruana, Martita, que fugiu de casa em 1963.

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Fonte: AFP





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