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17/01/2014 20:44 - Atualizado em 17/01/2014 20:55

Demarcação de guetos sociais é tema de "Gueto Bufo" da Cia. do Giro

Peça em cartaz há 15 anos tem apresentações neste fim de semana no Teatro Bruno Kiefer

Protagonistas Daniela Carmona e Adriano Basegio arrumam as malas para Cingapura<br /><b>Crédito: </b> Divulgação CP
Protagonistas Daniela Carmona e Adriano Basegio arrumam as malas para Cingapura
Crédito: Divulgação CP
Protagonistas Daniela Carmona e Adriano Basegio arrumam as malas para Cingapura
Crédito: Divulgação CP

O riso gerado pelo incômodo e o grotesco é o mote de "Gueto Bufo", da Cia. do Giro, expoente da linguagem do bufão no Brasil, em cartaz há 15 anos, inspirando diversos trabalhos pelo país afora. A peça pode ser conferida neste final de semana, na programação do Porto Verão Alegre. O espetáculo está desta sexta até domingo, sempre às 21h, no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736)- diferentemente do que foi publicado na edição impressa de hoje (Teatro de Câmara), com foto de outra montagem local ("Se Meu Ponto G Falasse").

Vênus e Filó são mendigas que foram expulsas de um espaço público não condizente com seus modos. Amigas inseparáveis, comentam o incidente e as situações que vivem diariamente, parodiando seus opressores e ilustrando a delimitação de território feita pela sociedade. O jogo bufonesco é usado para falar da demarcação dos guetos sociais, tema pertinente, a partir do fenômeno dos 'rolezinhos'. Cláudia Sachs sobe ao palco com Daniela Carmona, que também assina a direção.

A artista está à frente do projeto Tepa Itinerante, com seu parceiro de profissão e de vida, Adriano Basegio, que em 2013 atendeu praças que há muito tempo requisitavam seus cursos. Em Belo Horizonte, a convite do grupo Espanca!, ministrou oficinas de bufão e apresentou "Gueto Bufo"; e no Rio de Janeiro, levou este conhecimento para a Unirio e Melodrama à UFRJ; Máscaras Larvárias para Furnas Eletrobrás e fez preparação de Clown e Bufão para o grupo Mosaico. Em solo carioca, também apresentou "Larvárias" e dirigiu o show do novo CD da cantora gaúcha Vanessa Longoni, "Canção para Voar".

Agora os dois se preparam para transmitir o conhecimento que adquirido formando atores, ao longo de 17 anos, no Tepa, no ITI (Intercultural Theatre Institute), em Singapura. A instituição oferece treinamento de técnicas orientais tradicionais, como a Opera de Pequim, Kutiyattam - antigo teatro sânscrito, Wayang Wong - tradicional teatro javanês, Nô - teatro japonês; e técnicas do teatro contemporâneo ocidental. Com o fim das fronteiras culturais, pretende qualificar tanto o aluno oriental para ingressar no mercado de trabalho ocidental e vice-versa. Eles fizeram audições em 2013, com os brasileiros que pretendiam cursar o ITI e depois foram convidados a ministrar cursos, de abril a junho de 2014.

A ITI tem ressonância com as escolas de Jacques Lecoq e Philippe Gaulier, com o Mimo Copóreo, de Étienne Decroux, com a Antropologia Teatral de Eugênio Barba, com o Suziki e Viewpoints da SITI Company, com a psicofísica de Maichael Chekhov, etc, técnicas e\ou metodologias presentes no currículo do TEPA e que fazem parte da formação dos dois diretores, em suas itinerâncias pelo Brasil, Londr5es, Paris e Nova Iorque. Após anos fortalecendo trocas e trazendo nomes consagrados do teatro europeu na escola de teatro que fundaram, com Zé Adão Barbosa, na capital gaúcha, é hora de se preparar para atravessar o oceano.


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Fonte: Correio do Povo






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