Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 11/02/2014
  • 07:56
  • Atualização: 08:03

Porto Verão Alegre renova sua agenda teatral

Cia. Gato & Sapato aborda em apresentação a exploração e feridas da sociedade

Cia. Gato&Sapato apresenta Navalha na Carne, no Teatro de Arena | Foto: Julian Eilert / Divulgação / CP

Cia. Gato&Sapato apresenta Navalha na Carne, no Teatro de Arena | Foto: Julian Eilert / Divulgação / CP

  • Comentários
  • Correio do Povo

A agenda teatral se renova hoje com várias atrações do Porto Verão Alegre, todas às 21h. No Espaço Cultural Crisálidas (Riachuelo, 771), “El Rey - Especial Secos & Molhados” mostra um jovem apaixonado por música (Juremir Neto) que descobre a magia, poesia e irreverência da banda liderada por Ney Matogrosso, cujo auge foi nos anos 1970, com canções executadas pela banda El Rey. Em cartaz hoje e amanhã, tem direção de Irajá Cibilis.

Um dos primeiros personagens do humorista Cris Pereira, um bagual xucro em terras estrangeiras - fora de território gaúcho - à procura de sua prenda é o mote de “Gaudêncio em Busca de Odete”, que fica até quinta-feira, no Teatro Renascença (Erico Verissimo, 307). Já Eduardo Mendonça, Thiago Prade, Piangers e Rafael Pimenta integram o elenco de “Happy Hour - Jogos de Improviso”, sem textos programados, apenas atores se divertindo, no Teatro de Câmara (República, 575), também até quinta.

Com classificação etária livre, no Teatro Sesc (Alberto Bins, 665), “Kronnus, o Ilusionista” traz mágica, humor, dança, poesia, em um ambiente fantástico, merecendo destaque a levitação a 360ºC, hoje, amanhã e quinta-feira. Jair Kobe faz últimas apresentações de “Guri de Uruguaiana” hoje e amanhã, no Teatro da Amrigs (Ipiranga, 5311). A tradição gaúcha sob o viés do humor é o tema da peça, em que o personagem conta causos e canta o “Canto Alegretense” em diferentes ritmos, como Naldo, Paula Fernandes, entre outros.

Terceira montagem da Cia. Gato & Sapato de um texto de Plínio Marcos, “Navalha na Carne” está em cartaz no Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835), sob a direção de Leandro Ribeiro. A ação se passa em um quarto de bordel, em que os personagens têm uma existência sub-humana e também marginalizada. Abordando a exploração, a montagem traz cada um se convertendo em objeto para o outro e “só o que resta é o gosto da miséria”, na peça que expõe as feridas da sociedade.

Bookmark and Share