Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 11/02/2014
  • 13:39
  • Atualização: 13:51

Clooney diz que obras gregas expostas no estrangeiro deveriam voltar à Grécia

Após declaração, ator recebeu convite do governo grego para passar uns dias no país

George Clooney participa do lançamento do seu filme no Festival de Berlim | Foto: David Gannon / AFP / CP

George Clooney participa do lançamento do seu filme no Festival de Berlim | Foto: David Gannon / AFP / CP

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  • AFP

Ao responder educadamente, em Berlim, a uma pergunta de uma jornalista grega sobre o repatriamento dos "mármores do Parthenon", George Clooney, certamente, não imaginava que seria manchete na imprensa grega ao falar deste assunto de orgulho nacional e ganharia uma visita oficial ao país da Acrópole. O ator e diretor apresentou no sábado, durante o 64º Festival de Berlim, seu mais recente filme "Caçadores de obras de arte", um assunto tão relevante para a história alemã quando para os gregos: o roubo de obras de arte pelos nazistas e o trabalho dos aliados para recuperar as obras.

Foi sem saber do patriotismo de uma jornalista grega que ele deu sua opinião sobre as antiguidades gregas expostas em museus estrangeiros, incluindo a série de esculturas clássicas de mármore, conhecidas como "Elgin Marbles do Parthenon" e preservadas no Museu Britânico.

Perguntado se deveriam ser devolvidas à Atenas, ele respondeu simplesmente que "sim, seria uma boa ideia, vocês têm o direito a isso", de acordo com a imprensa grega. Graças a esta resposta de menos de quinze palavras, a estrela de Hollywood recebeu inúmeras mensagens de agradecimento vindas da Acrópole e ilustrou páginas inteiras dos jornais gregos. A gratidão nacional lhe rendeu na segunda-feira um convite do Ministério da Cultura ao ator, divulgado para a imprensa, a passar "alguns dias na Grécia." "Em nome de todos os gregos, um grande obrigado por sua declaração (...)", escreveu o ministro da Cultura, Panos Panagiotopoulos. "Eu espero que você aceite o convite para passar alguns dias na Grécia. Para ver uma infinidade de antiguidades gregas preservadas sob o sol do Mediterrâneo. E, claro, visitar o novo Museu da Acrópole, em frente à rocha sagrada, onde há um lugar esperando o retorno das "esculturas do Parthenon, no exílio involuntário".

A Grécia luta há décadas para conseguir o retorno do longo friso de 75 m, levado em 1803 por um diplomata britânico próximo do Império Otomano, Lord Elgin.

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