Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 26/02/2014
  • 23:05
  • Atualização: 23:14

Animação japonesa que concorre ao Oscar estreia no Brasil

"Vidas ao Vento" pode ser último filme do mestre do anime Hayao Miyazaki, que anunciou aposentadoria

História se baseia na invenção do avião Zero, um dos maiores da história | Foto: Divulgação CP

História se baseia na invenção do avião Zero, um dos maiores da história | Foto: Divulgação CP

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  • Correio do Povo

Um dos filmes que concorre ao Oscar de Melhor Animação, o japonês “Vidas ao Vento”, estreia no Brasil a partir desta sexta-feira, com áudio original japonês e legendas em português. O filme foi anunciado, no último Festival de Veneza, como sendo o último do mestre do anime (filmes de animação japoneses) Hayao Miyazaki, que pretende se aposentar. Sobre este último projeto, o diretor resumiu sua escolha temática: “Aviões são sonhos bonitos”.

No Japão, durante a era Taisho (1912 - 1926), um garoto do interior decide se tornar um designer de aviões. Esse é o ponto de partida de “Vidas ao Vento”, que conta a história de Jiro, míope desde criança e por isso incapaz de tornar-se um piloto. Frequenta a faculdade em Tóquio e se torna um engenheiro. Ele ingressa na divisão aérea da maior companhia de engenharia do Japão, em 1927. Sua genialidade é reconhecida e ele se torna um dos projetistas mais reconhecidos do mundo.

O protagonista se dedicou a criar um avião num momento em que o Império japonês estava caminhando para sua destruição e queda. Ele desenvolve um aparelho que deixará sua marca na história da aviação o Mitsubishi A6M1, que num futuro próximo viria a ser conhecido como o “Combatente Zero”. Por três anos, a partir de 1940, o “Combatente Zero” foi considerado o melhor avião do mundo.

De sua infância à juventude, principais anos mostrados no filme, o personagem é oprimido por uma sensação de estagnação gerada por questões como o terremoto Grande Kanto, de 1923, e a Grande Depressão. O título original, “Kaze Tachinu”, vem de um romance homônimo de Tatsuo Hori. A história, que é uma ficção, procura, por meio do personagem Jiro, mostrar um pouco da juventude japonesa dos anos 1930.


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