Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

  • 27/02/2014
  • 18:01
  • Atualização: 18:12

História da moda é tema de exposição fotográfica em Paris

Mostra será inaugurada no próximo sábado no Palácio Galliera

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  • AFP

A moda passa, mas as fotos ficam: os melhores fotógrafos deixaram em um século sua visão da mulher e do mundo nas páginas da revista "Vogue", com o objetivo de fazer sonhar. A mostra "Papel brilhante, um século de fotografia de moda da Condé Nast", que será inaugurada no próximo sábado no Palácio Galliera, sede do Museu da Moda de Paris, inclui 150 fotografias, quase todas originais dos fotógrafos de moda mais importantes desde 1918.

A mostra optou por apresentar somente obras do início da carreira de cada fotógrafo, não as profissionais. "É através das primeiras fotos que se impõe realmente o ponto de vista dos artistas", disse à AFP a curadora da exposição, Sylvie Lecallier. A editora americana Condé Nast (1873-1942) comprou a Vogue em 1909 e a transformou em uma das principais revistas de moda dos Estados Unidos. A versão britânica nasceu em 1916 e a francesa em 1920.

Os editores e diretores artísticos que se sucederam à frente dessa e de outras revistas publicadas pela Condé Nast, como Glamour e W, descobriram grandes talentos que renovaram, cada um em sua época, o estilo das fotografias de moda, acompanhando a arte moderna em sua evolução ao longo do século XX. A mostra lembra em várias fotografias de Man Ray e Erwin Blumenfeld, que fizeram parte da vanguarda dadaísta, além de Horst P. Horst, que trabalhou com Le Corbusier e Salvador Dalí.

A exposição põe em evidência como apesar do fotógrafo de moda ter definido de antemão o objeto de sua arte, ao colocá-lo em cena ele atua como criador. A mulher dos anos 30 fotografada pelo Barão De Meyer aparece somente em interiores elegantes. Em 1932 a Vogue publica sua primeira sessão colorida. Após a segunda guerra, os fotógrafos saem às ruas. Nos anos 1960 entram para a profissão repórteres como William Klein e com eles se abriu caminho para uma realidade mais crua e uma mulher mais ativa, sem deixar a elegância de lado. A nudez esperou até os anos 1980 para se mostrar nos Estados Unidos, apesar de já nos anos 70 as fotos da Vogue incomodarem
os setores feministas que lutam contra a utilização da mulher como objeto.  A exposição fica aberta em Paris até 25 de maio e viaja depois para Suíça, Estados Unidos e Japão.

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