Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 14/03/2014
  • 07:29
  • Atualização: 08:06

Antonio Dias abre exposição na Fundação Iberê Camargo

Potência da Pintura é a nova mostra nesta sexta-feira

Pinturas de Antonio Dias na Fundação Iberê Camargo  | Foto: Sergio Guerini / Divulgação / CP

Pinturas de Antonio Dias na Fundação Iberê Camargo | Foto: Sergio Guerini / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

Abre nesta sexta-feira, às 12h, a mostra “Antônio Dias - Potência da Pintura”, na Fundação Iberê Camargo (Padre Cacique, 2000). A exposição ocupa dois andares e o átrio, com 28 obras, 23 delas, pinturas, e também esculturas, objetos e instalações.

A pintura de Antonio Dias é considerada um elo entre o modernismo, o neoconcretismo e os artistas da década de 70. O boneco “peludo” com o tamanho real de um homem, “Seu Marido”, construído com latas de refrigerantes e recoberto por lycra amarela, imitando pelos, e a tela “História Resumida Para Crianças”, receberão o público já no átrio. Em seus múltiplos meios de expressão, que contemplam telas, instalações, performances, gravuras, fotografias, um LP, vídeo, objetos, a pintura dos últimos 13 anos é o ponto evidenciado no recorte do crítico e historiador de arte Paulo Sergio Duarte, curador da exposição e grande especialista na obra do artista.

O processo para alcançar nuances tão ricas e únicas, com o dissolver de cores segmentadas em porções de pinturas, já foi descrito por Antonio em entrevistas: “Às vezes é pigmento, na maior parte são minerais, mas é mais um material derramado, um banho de pós e aglutinantes que eu deixo escorrer na superfície. A única cor que é realmente tinta de pintura é o vermelho, que eu uso quase sempre chapado, sem marcas de pincel”, revela.

Em “Duas Torres” “2002”, criada com latas de alimentos fundidas em bronze, Dias faz referência à tragédia de 11 de setembro de 2001, em um trabalho político explícito.

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