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27/03/2014 00:35 - Atualizado em 27/03/2014 00:54

Seu Jorge encanta com sucessos no Teatro Feevale

Show de mais de duas horas em Novo Hamburgo fez o público dançar

Espetáculo dançante, mostra o melhor de Seu jorge<br /><b>Crédito: </b> Marcos Santuario / Especial / CP
Espetáculo dançante, mostra o melhor de Seu jorge
Crédito: Marcos Santuario / Especial / CP
Espetáculo dançante, mostra o melhor de Seu jorge
Crédito: Marcos Santuario / Especial / CP

O palco vermelho prenuncia a entrada de Seu Jorge ao palco do teatro Feevale, em Novo Hamburgo, na noite desta quarta-feira. A voz entra antes e inunda o teatro quase totalmente lotado. Começa cantando "Por que hoje é nosso dia de comemorar", dando o clima das "Músicas para churrasco".

Com os 11 no campo/palco o show segue sob a batuta de Seu Jorge à frente de dez músicos/craques, com direito a trio de sopros dando o suingue necessário, do início ao fim do show. Com "Mina do Condomínio" já põe o público para balançar.

Descontração até para parar e amarrar o tênis em meio de um solo inusitado de trombone. Com intenso solo de guitarra segue o clima para "viver bem, estar bem...", Jorge da Capadócia vira o coro afinado de corações sintonizados ao chamado do hit noveleiro.

Segue o cavaquinho abrindo alas para o "quinto melhor pistom do mundo" calar fundo e anunciar que "demorou, vai ser melhor". "A gente fica honrado de tocar num lugar tão bacana, pra gente tão bacana", elogia suingado e segue, "Tive razão, posso falar...".

Ameniza o som dançante, versando "Agora quem não quer sou eu" e "Foi o seu olhar o que me encantou", com novo solo potente de guitarra. Com a marcante sonoridade de sua grave voz encanta e arranca aplausos efusivos. Com a flauta transversa ele mesmo introduz a saga do "Zero do Caroço". Intercala voz e sopro entre os versos sociológicos da saga carnavalesca e humana, declamando vigorosamente poesia antropológica do "Nego Drama".

Até rege orquestra de altos e baixos que antecede só ensaio de uma dança vigorosa. Mas segue regendo o virtuosismo do time musical que o acompanha, faz pausa e deixa o som instrumental tomar conta do Teatro. E lá se foi uma hora de show. Seu Jorge volta vigoroso ao palco com "Carolina". Ao violão solta "Mas, que Nada" e põe para dançar os mais animados. Os demais, sacudindo nas poltronas, mas atendendo o chamado do balanço sonoro, seguem em coro com "Mania de peitão" e hip hop ao melhor estilo Marcelo D2. E é a vez do contrabaixo introduzir com ritmo regueiro a lista dos suicídios históricos na voz de quem "não vai nada bem".

Enche o palco com a sedução da "Amiga da minha mulher" e embalado por "Não estou disposto a esquecer seu rosto, de vez" vê a plateia jogar suas mãos para o Céu. Não termina antes de um solo de guitarra pesadamente melódico e de um dançante, "o que eu quero é sossego", vindos de suas mais puras raízes. Duas horas de show. E pra quem ficou, um bis depois das luzes acenderem. E, as luzes se apagam, atendendo o desejo do público e com "É Isso aí", voz, violão e um coro totalmente absorto na performance poético musical de Seu Jorge, surge "Burguesinha". E no final: ele não morre. Está mais vivo do que nunca. Nesta quinta, tem mais, no Auditório Araújo Vianna, na Capital. Quem for, dançará.

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Fonte: Marcos Santuario / Correio do Povo





» Tags:Música Show

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