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31/03/2014 17:49 - Atualizado em 31/03/2014 17:52

Ato em Porto Alegre relembra o Golpe e homenageia vítimas da ditadura

Evento na Ufrgs terá apresentação de Nei Lisboa e do grupo Oi Nós Aqui Traveiz

Evento na UFRGS terá apresentação de Nei Lisboa e do grupo Oi Nós Aqui Traveiz<br /><b>Crédito: </b> Divulgação / CP Memória
Evento na UFRGS terá apresentação de Nei Lisboa e do grupo Oi Nós Aqui Traveiz
Crédito: Divulgação / CP Memória
Evento na UFRGS terá apresentação de Nei Lisboa e do grupo Oi Nós Aqui Traveiz
Crédito: Divulgação / CP Memória

 A coordenação do curso de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) realiza nesta segunda-feira, a partir das 18h, um ato em homenagem às vítimas da ditadura militar brasileira. No dia que marca o início da ditadura que durou 21 anos, nove vozes que foram sufocadas durante o período vão se pronunciar dentro de um espaço que pertence ao mesmo Estado que as reprimiu.

Os ouvidos serão João Carlos Bona Garcia, Nilce Azevedo Cardoso, Lilian Celibérti, Suzana Lisbôa, Antônio Losada, Sônia Haas, Nei Lisboa, Flávio Koutzii e Lorena Holzzman. Todos eles estão ligados à memória da resistência ou da luta por respostas de familiares de perseguidos políticos.

A abertura do evento vai contar com a apresentação do grupo “Ói Nóis Aqui Traveiz”, que vai realizar a performance “Onde?”, sobre os desaparecidos da ditadura. O músico Nei Lisboa, irmão de Luiz Eurico Lisboa, morto pela repressão militar, além de dar seu depoimento, também vai oferecer ao público algumas de suas canções.

O evento é realizado com o apoio de professores de Porto Alegre, que vão levar os alunos das escolas onde lecionam para assistir. O organizador do ato e coordenador do curso de História da UFRGS, o historiador Enrique Padrós, diz que a homenagem é uma forma de ocupar a Universidade com a memória dos que foram silenciados pela ditadura.

“Sempre fizemos uma menção aos que resistiram, que foram vítimas diretas ou indiretas da ditadura. Este ano decidimos fazer isso ocupando o campo específico da educação. Por isso este evento com as escolas, ao invés de um seminário de pesquisadores, que vai ficar para o segundo semestre. Muitas pessoas durante a ditadura foram expulsas das universidades federais. E outros, que eram perseguidos, tiveram que viver na clandestinidade. Então conseguimos o espaço mais nobre da Universidade para ouvir estas pessoas sobre o golpe, a repressão e a sobrevivência”, conta Padrós.

O historiador explica que, com a participação das escolas, a memória será transmitida de maneira geracional, como uma semeadura que poderá virar colheita. O ato é aberto ao público e ocorre no Salão de Atos da UFRGS, na Av. Paulo Gama, 110, a partir das 18h, com previsão de três horas de duração.

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Fonte: Correio do Povo






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