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10/05/2014 11:55 - Atualizado em 10/05/2014 12:08

De malandro a bandido, "Cara de Cavalo" encena fora da lei dos anos 60

Peça pode ser conferida neste sábado e domingo no Teatro Renascença

Espetáculo da Aquela Cia. de Teatro está em cartaz no Renascença<br /><b>Crédito: </b> João Julio Mello / Divulgação / CP
Espetáculo da Aquela Cia. de Teatro está em cartaz no Renascença
Crédito: João Julio Mello / Divulgação / CP
Espetáculo da Aquela Cia. de Teatro está em cartaz no Renascença
Crédito: João Julio Mello / Divulgação / CP

A partir das histórias que seu avô contava acerca do lendário fora da lei que viveu no Rio de Janeiro nos anos 1960, o diretor Marco André Nunes decidiu, juntamente com o dramaturgo Pedro Kosovski, montar "Cara de Cavalo", tendo como referência a obra do artista Hélio Oiticica. Com trilha ao vivo, feita ao violão e percussão, composta por releituras de músicas de filmes de ação da época, o novo trabalho do Aquela Cia. de Teatro foi indicado aos Prêmios Shell 2012 de Texto e Questão de Crítica, nas categorias Texto, Cenário, Direção Musical e Iluminação. Nas atrações do Festival Palco Giratório do Sesc, "Cara de Cavalo" opde ser conferida neste sábado e domingo, às 20h, no Teatro Reanscença.

Em um primeiro momento é contada a história de "Cara de Cavalo", que, ao matar o delegado LeCoq (detetive Galo), vira o inimigo público da cidade até sua morte, em 1964. Uma entrevista com um dos assassinos do esquadrão da morte, recordando o episódio, dá o contraponto, no vídeo projetado. "A peça usa o acontecimento histórico, o ficcional e a entrevista editada", fala Marco Nunes, explicando a confusão entre ficção e realidade a partir do olhar de Oiticica, amigo do contraventor. "Típico malandro carioca, meio pé de chinelo, ele vendia fumo, era gigolô de duas mulheres e assaltava bancas de jogo de bicho", explica Nunes.

Revoltados, os bicheiros pediram à Policia para dar uma "dura" no sujeito, que, na troca de tiros, acabou matando o delegado. Nesta altura, foi criada uma periculosidade exagerada ao protagonista, que provavelmente não tivesse um assassinato em seu currículo até então. O fato ganhou ampla cobertura da imprensa sensacionalista, durante meses, especialmente na figura do terrível jornalista Amado Ribeiro, que veio a ser personagem de Nelson Rodrigues. No elenco estão Carolina Chalita, Pedro Kosovski, Remo Trajano, Oscar Saraiva, Saulo Rodrigues, Raquel Villar e Ricardo Kosovski.

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Fonte: Vera Pinto / Correio do Povo





» Tags:Teatro Variedades

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