Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 15/05/2014
  • 08:47
  • Atualização: 09:44

Com Wagner Moura, "Praia do Futuro" chega às telonas

Longa é dirigido por Karim Aïnouz, o mesmo de "Madame Satã" e "O Céu de Suely"

Wagner Moura protagoniza longa  dirigido por Karim Aïnouz | Foto: California filmes  / Divulgação / CP

Wagner Moura protagoniza longa dirigido por Karim Aïnouz | Foto: California filmes / Divulgação / CP

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  • Adriana Androvandi / Correio do Povo

O quinto longa-metragem da carreira do cearense Karim Aïnouz, "Praia do Futuro", estreia nesta quinta-feira nos cinemas. O filme é protagonizado por Wagner Moura, que interpreta Donato, um salva-vidas na Praia do Futuro, local turístico próximo a Fortaleza (Ceará).  Ele tem um irmão mais novo, Ayrton, pré-adolescente, com quem frequentemente brinca na praia. Quando dois estrangeiros entram no mar e não conseguem sair, Donato e um colega entram em ação. Mas a vítima que Donato tenta resgatar não se salva. 

Ao fracassar pela primeira vez em seu trabalho, Donato fica abatido e acaba conhecendo o alemão Konrad (interpretado pelo alemão Clemens Schick), amigo da vítima. E dessa forma se inicia uma relação entre ambos. Motivado pelas circunstâncias, Donato resolve ir para Berlim, deixando para trás a família.

Anos mais tarde, Ayrton, vivido na fase adulta por Jesuíta Barbosa, embarca para a Europa em busca daquele que considerava o seu herói. E chega amargo, trazendo a dor do abandono. Barbosa foi considerado uma revelação do cinema nacional desde o ano passado pelo seu papel de um jovem gay em "Tatuagem" (prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema do Rio 2013).

O estilo do diretor Karim Aïnouz sempre foi forte e, por vezes, ácido, tendo na carreira filmes como "Madame Satã" e o "O Céu de Suely". Por isso, não era de se esperar que este filme fosse diferente. É um drama que aborda questões como as perdas e ganhos de escolhas tomadas na vida. Donato deixa sua terra e família por um romance, mas tem de enfrentar a adaptação a um outro país. E o fato de o diretor optar por poucos diálogos, em que tudo que pode ser exibido na imagem não é dito em palavras, mostra o apuro estético da obra (estética, aliás, que destaca o corpo masculino, inclusive com nus frontais). Mas acaba por tornar a narrativa um tanto seca, com pitadas de poesia apenas no final.

Assista ao trailer:



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