Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 23/05/2014
  • 20:43
  • Atualização: 20:44

Os detetives e seus enigmas em destaque no Caderno de Sábado

Nove escritores/jornalistas escolhem os seus detetives e autores preferidos

Na capa do Caderno de Sábado estão Christie/Poirot e Hammett/Spade  | Foto: Reprodução / CP

Na capa do Caderno de Sábado estão Christie/Poirot e Hammett/Spade | Foto: Reprodução / CP

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  • Correio do Povo

No dia 27 de maio de 1894, nascia em Maryland, nos Estados Unidos, o escritor Dashiell Hammett, filho de um estelionatário  com pretensões políticas que se tornou juiz de direito. Autor de livros como o "Falcão Maltês", "Safra Vermelha" e "A chave de vidro" e  considerado um dos pais do romance policial moderno, Hammett é o criador do detetive durão, Samuel Spade, ou melhor Sam Spade. A partir destes  120 anos de Hammett, o Caderno de Sábado foi atrás de nove especialistas, entre escritores, jornalistas, acadêmicos e críticos para que eles expressassem em textos, resenhas e/ou artigos as suas preferências de autores policiais/detetives.

Contando com um time formado por Juremir Machado da Silva, Tailor Diniz, Nilson Luiz May, Gustavo Machado, Gustavo Czekster, José Francisco Botelho, Tiaraju Brockstedt, Heron Vidal e Rodrigo Celente, chegamos a um rol de autores/detetives de grande significação para a história do romance policial, como Edgar Allan Poe/Auguste Dupin, Dashiel Hammett/Sam Spade, Agatha Christie/Hercule Poirot, Raymond Chandler/Philip  Marlowe, John Le Carré/Alec Leamas, Charles Bukowski/Nick Belane, Ross MacDonald/Lew Archer, Paul Auster/Daniel Quinn, além de outros citados em
meio aos textos, como John Dunning/Cliff Janeway, Patricia Highsmith/Tom Ripley, Ian Fleming/James Bond, Conan Doyle/Holmes, entre outros.

Considerado por muito tempo um subgênero e ainda não totalmente aceito como alta literatura pelas fórmulas, aspectos folhetinescos e o foco na elucidação do mistério do crime e os processos de desvendamento dos enigmas, o romance policial é como diria o búlgaro Tzvetan Todorov, em "As Estruturas Narrativas: "O romance policial tem suas normas; fazer 'melhor' do que elas pedem é ao mesmo tempo fazer 'pior': quem quer 'embelezar' o romance policial faz 'literatura', não romance policial". Uma boa leitura a todos.

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