Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 31/05/2014
  • 09:11
  • Atualização: 09:16

O erudito e o popular em três vértices no Caderno de Sábado

Entrevistas com sociólogo Michel Maffesoli, cantora Inezita Barroso e viúva de Borges, María Kodama, são destaques

Entrevistas com Michel Maffesoli, Inezita Barroso e María Kodama são destaques | Foto: Correio do Povo / Reprodução

Entrevistas com Michel Maffesoli, Inezita Barroso e María Kodama são destaques | Foto: Correio do Povo / Reprodução

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  • Luiz Gonzaga Lopes / Correio do Povo

O teórico cultural Stuart Hall alertou na década passada que a cultura popular muitas vezes é submetida à cultura dominante e precisa sempre se reorganizar para chegar aos seus pares. Não foram estas as palavras, mas o sentido era este. O Caderno de Sábado não faz distinção entre a cultura erudita e popular, ou melhor não faz com que as margens do rio por onde corre a cultura serem tão largas que não possam interagir. Na edição deste sábado, o Caderno traz entrevistas com o sociólogo francês Michel Maffesoli, representante da cultura erudita, mas que pensa o social; a cantora paulistana Inezita Barroso, que aos 89 anos de idade e 60 anos de carreira grava o seu primeiro DVD; e com a viúva do escritor argentino Jorge Luis Borges, María Kodama, que esteve em Porto Alegre na semana passada.

Um dos principais teóricos da pós-modernidade no mundo, Maffesoli volta a Porto Alegre, a convite da Secretaria Estadual da Educação, para falar, nesta segunda-feira, 2 de junho, às 19h30, no Salão de Atos da UFRGS, a centenas de professores, no Seminário Internacional "O conhecimento e as juventudes do século XXI". Na entrevista concedida ao jornalista e coordenador editorial do CS, Juremir Machado da Silva, ele fala da diferença entre educação vertical e iniciação horizontal; sustenta que a pós-modernidade, marca do atual, é a encontro do arcaico, "a emoção", com a tecnologia de ponta. Enquanto outros falam em individualismo, ele descreve o tribalismo contemporâneo com ênfase na convivência, na cultura do sentimento, no laço social e nas vibrações em comum, falando também de Copa do Mundo: A Copa do Mundo é simplesmente uma manifestação dessa emotividade contemporânea. O esporte, nas suas várias manifestações, apenas reflete o papel central, em nossa sociedade, do corpo e dos sentidos, durante muito tempo menosprezados, e que são agora cada vez mais exaltados".

Inezita concedeu entrevista ao jornalista e crítico musical Daniel Soares sobre os 60 anos de carreira, as lembranças do início nos anos 50, sobre a demora em gravar o primeiro DVD e até uma opinião sobre o sertanejo universitário. Do popular para o erudito Jorge Luis Borges, María Kodama, presidente da Fundación Jorge Luis Borges, falou ao jornalista Luiz Gonzaga Lopes, editor do CS, sobre as viagens que fez com Borges, a concisão do texto do autor de "Ficciones", a defesa do direito de propriedade intelectual da obra do autor e a relação de Borges com Julio Cortázar, cujo centenário será lembrado em agosto deste ano.

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