Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 01/06/2014
  • 17:28
  • Atualização: 19:45

Ruy Diniz Netto, ex-colaborador do Correio do Povo, morre em Portugal

Jornalista foi quem sugeriu a realização de uma feira que reunisse livreiros e editores na Praça da Alfândega

Ruy Diniz colaborou com o Correio do Povo nos anos 1950 e 1960 | Foto: CP / Memória

Ruy Diniz colaborou com o Correio do Povo nos anos 1950 e 1960 | Foto: CP / Memória

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  • Correio do Povo

O jornalista português Ruy Diniz Netto, morreu neste domingo aos 88 anos em Lisboa. Ele será sepultado nesta segunda-feira, no Cemitério da Comunidade de Paredes, na capital portuguesa. Conforme o jornalista Walter Galvani, Diniz vivia no distrito de Monte Estoril, junto à capital portuguesa e morreu em decorrência de enfisema pulmonar. Segundo Galvani, Ruy sentia saudade imensa do Brasil. “Ele viveu por dois longos períodos no Brasil, um deles em Porto Alegre e outro em Brasília, atuando aqui na Editora e na Revista do Globo, e na capital federal, como adido cultural da Embaixada de Portugal”, afirmou Galvani, com pesar.

"O Ruy era como um irmão para mim. Eu o conhecia desde a primeira edição da Feira do Livro de Porto Alegre (1955). Sempre me apoiou na Revista do Globo e na editora e visitei-o em Lisboa, três vezes nos anos em que ele lá residiu depois de voltar do Brasil. Ele recebia sempre os brasileiros que iam à capital portuguesa. Quando lancei um livro em Lisboa, editado pela Gradiva (de lá) ele me acompanhou desde a primeira sessão de autógrafos: foi "Nau Capitânia" e no levantamento de dados para escrever o livro, ele me deu todo o apoio e cobertura. inclusive moral, apoiando meu projeto, que me ocupou lá, para a pesquisa. de fevereiro a outubro de 1998. Eu conversava com ele praticamente todos os fins de semana, mas justamente nesse último, tive que sair e não houve contato, mas fiquei sabendo que ele havia me ligado, contou Galvani.  

Gaúcho honorário, Ruy Diniz colaborou com o Correio do Povo nos anos 1950 e 1960 e era apaixonado pela literatura de Erico Verissimo. No livro “A Globo da Rua da Praia”, José Otávio Bertaso conta que foi Ruy Diniz, quando era chefe de vendas da editora, que sugeriu a seu pai, Henrique Bertaso, que fosse realizada uma feira que reunisse livreiros e editores, na Praça da Alfândega, no Centro de Porto Alegre. A ideia foi posta em prática por Bertaso, Say Marques, Maurício Rosenblatt, Décio Freitas e outros idealistas. Nascia então a Feira do Livro de Porto Alegre, que chega este ano à 60ª edição.

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