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04/06/2014 20:00 - Atualizado em 04/06/2014 20:26

“Nosso trabalho é levar a alegria ao público”, afirma Bobby McFerrin

Cantor americano se apresenta nesta sexta, às 21h, no Teatro do Bourbon Country

Bobby McFerrin toca em Porto Alegre na sexta-feira<br /><b>Crédito: </b> Carol Friedman / Divulgação / CP
Bobby McFerrin toca em Porto Alegre na sexta-feira
Crédito: Carol Friedman / Divulgação / CP
Bobby McFerrin toca em Porto Alegre na sexta-feira
Crédito: Carol Friedman / Divulgação / CP

Quebrar as regras do improviso vocal e dos sons que emanam de sua caixa de ressonância sempre foram a sina de o músico norte-americano Bobby McFerrin, de 64 anos. Dez vezes vencedor do Grammy ele tirou um pouco da pompa para a música explorando um território vocal quase vigem e deixando um legado para uma nova geração de cantores a cappella e também do movimento beatbox. Para divulgar seu mais recente álbum, "Spirityouall" (2013), um dos mais lendários performers vocais do mundo se apresenta nesta sexta-feira, no Teatro do Bourbon Country (Tulio de Rose, 80) –ingressos na bilheteria do teatro ou pela Telentrega Ingresso Show: 8401-0555. No repertório, certamente não estará o seu principal hit "Don´t Worry Be Happy", pois ele afirma peremptoriamente não querer mais executar esta música.

Nesta entrevista ao Correio do Povo, Bobby fala que o show é uma homenagem ao pai, o barítono Robert McFerrin, o primeiro homem negro a assinar contrato com o Metropolitan Opera, que foi a voz de Sydney Poitier para a versão cinematográfica de "Porgy & Bess". A mãe, Sara, era uma solista soprano e professora de canto. A música frequentou a sua infância e chegava a conduzir Beethoven no aparelho de som aos três anos de idade. Quando criança, McFerrin aprendeu a tocar clarinete, mas começou sua carreira musical como pianista, aos 14 anos. Depois, liderou seus próprios grupos de jazz e estudou composição até voltar para a sua melhor praia, que era a de cantar, sem limites, emitir sons, ser quase uma orquestra ou uma trilha sonora ao vivo.

Entre os destaques do disco "Spirityouall" estão "Every Time I Feel The Spirit", "Swing Low Sweet Chariot" e "Fix Me Jesus", que também aparecem em "Deep River", de 1957, álbum do pai Robert McFerrin, além do blues rasgado de "Psalm 25:15" e do hino polêmico "Woe". No show, Bobby é acompanhado por Gil Goldstein (piano, piano eletrônico, acordeão e arranjos), David Mansfield (violino, bandolin, guitarra e guitarra havaiana), Armand Hirsch (violão e guitarra), Jeff Carney (baixo), Louis Cato (bateria, guitarra, baixo e voz), além da convidada especial, a filha Madison McFerrin, que no show de domingo no Auditório Ibirapuera deslumbrou a todos com uma versão de "Mas Que Nada", de Jorge Benjor, junto com as inflexões vocais e fraseados de Bobby.

Para Bobby Mc Ferrin, o Brasil um berço "de tanta música fantástica e tradicional". Confira a entrevista: 

Correio do Povo - O que este disco Spirityouall e também a turnê representa na sua carreira?
Bobby McFerrin -
É uma grande oportunidade de voltar para casa em um monte de maneiras. O show presta homenagem a meu pai, uma das minhas maiores influências e pedras de toque . Ele presta homenagem a minha fé, a pedra fundamental da minha vida. E é a primeira vez em anos que eu toco com uma banda. Comecei minha carreira como pianista e bandleader. Portanto, há um senso real de retorno às raízes.

CP - Existe uma missão e uma mensagem em sua maneira de fazer música? Qual é esta missão e esta mensagem?
Bobby -
Eu acho que o nosso trabalho como artistas é levar a alegria ao público. Esse é o trabalho. Essa é a minha missão.

CP - Como você se identifica com o Brasil e a música brasileira e o que poderemos ver desta proximidade no show em Porto Alegre?
Bobby -
Há tanta música fantástica e tanta tradição no Brasil. Eu sempre posso sentir isso no ar quando eu toco neste país, mais especialmente quando eu peço ao público para cantar. Mas eu não "me identifico" com qualquer tradição. Eu tento abrir meus ouvidos e deixar todas as influências tocarem umas com as outras.

CP - Muitos críticos de música dizem que o que você faz com a voz que você coloca em uma categoria de mestre. O que você pensa sobre este comentário?
Bobby -
Eu apenas tento cantar o que eu ouço na minha cabeça, e trazer para o público um sentimento de alegria e liberdade que eu sinto quando eu estou cantando. Eu não posso me preocupar com as outras coisas, somente com isto.

CP - Você não gosta de cantar seu maior hit "Don´t Worry Be Happy" em shows. Quais músicas você mais gosta de cantar e por quê?
Bobby -
Há muitas músicas que eu amo cantar, mas minha coisa favorita é quando algo completamente novo e surpreendente acontece no concerto, uma improvisação ou no momento que a canção toma um rumo inesperado. A música e a vida são cheias de surpresas e do inusitado.

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Fonte: Luiz Gonzaga Lopes / Correio do Povo





» Tags:Música Show

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