Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 14/06/2014
  • 10:44
  • Atualização: 12:53

Obra do poeta Mario Quintana está disponível em braille

Correio do Povo doou crônicas publicadas no Caderno H para biblioteca de Taquara

Camila é uma das alunas que utiliza a biblioteca | Foto: Eduardo Vaz / Divulgação / CP

Camila é uma das alunas que utiliza a biblioteca | Foto: Eduardo Vaz / Divulgação / CP

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  • Maria Dal Canton Piovesan / Correio do Povo

Alunos com necessidades visuais de Taquara e municípios próximos estão tendo acesso à leitura por meio de obras em braille. A atividade, que começou no início deste mês na Biblioteca Pública Municipal Rodolpho Dietschi, conta com o acervo doado pelo jornal Correio do Povo  - das crônicas de Mário Quintana publicadas no Caderno H - e pelo Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo de Porto Alegre - da coleção completa dos clássicos infantis do poeta, como “Sapato Furado”, “Sapo Amarelo”, “Lili Inventa o Mundo” e “Batalhão das Letras”. A biblioteca disponibiliza também quatro CDs com os poemas de Quintana para os alunos especiais.

Atualmente oito alunos (de 12 a 52 anos) participam das aulas, que acontecem uma vez por semana sem sob a orientação do professor Leandro Pacheco, especialista em deficiência visual. O docente buscou habilitar-se nessa área ao deparar com a filha com necessidades especiais visuais. “Minha área era outra: a de administração de empresas. Resolvi estudar para ajudá-la”, diz Pacheco, relatando que a filha Camila faz parte da primeira equipe gaúcha na modalidade goalball, que participou dos jogos escolares paralímpicos neste ano.

Mas a sua ajuda foi além: hoje ele leciona em duas escolas municipais de ensino fundamental, a Rosa Elsa Mertins e a de João Martins Nunes, onde faz o acompanhamento aos que necessitam e ainda orienta esse grupo na biblioteca. Para ajudá-los na convivência diária, o professor utiliza técnicas de orientação e mobilidade para auxiliar na socialização e ampliação dos conhecimentos.

Segundo o diretor de Cultura e responsável pela biblioteca, Paulo Silva, o próprio prédio da biblioteca já foi construído, em 2009, para receber Portadores de Necessidades Especiais (PNEs), com rampa de proteção aos cadeirantes. Nela trabalham quatro funcionários, dentre estes, todos adaptando-se aos novos alunos. “Nós estamos aprendendo com eles e eles conosco”, assegura Paulo. A biblioteca Rodolpho Dietschi possui 10 mil livros. Além de receber exemplares de várias instituições, editoras e organizações recebe também doações da comunidade. Os que desejam colaborar, devem dirigir-se à rua Ernesto Alves, 1.599.

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