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20/06/2014 11:39 - Atualizado em 20/06/2014 11:48

"Viral" entra em cartaz nesta sexta em Porto Alegre

Peça é inspirada em "O Clube da Luta" de Chuck Palahniuk

Daniel Colin interpreta dez personagens<br /><b>Crédito: </b> Selma Cristiane / Divulgação / CP
Daniel Colin interpreta dez personagens
Crédito: Selma Cristiane / Divulgação / CP
Daniel Colin interpreta dez personagens
Crédito: Selma Cristiane / Divulgação / CP

Uma mãe bêbada, que diz verdades cruéis ao filho e um jovem que atua em um disque-apoio a suicidas, que ao invés de demovê-los da ideia, acaba incentivando-os a se matar, são alguns dos dez personagens interpretados por Daniel Colin, em "Viral", em estreia nesta sexta e sábado, às 20h, na Sala Álvaro Moreyra em Porto Alegre.

São 11 cenas avulsas que vão e voltam no tempo, se cruzando no final, concebidas e dirigidas pelo protagonista, em parceria com Denis Gosch. A fonte de inspiração foram as situações e personagens contidos em seis livros de Chuck Palahniuk ("O Clube da Luta").

Densidade, ironia, peso e preconceito arraigados, especialmente no núcleo familiar, estão presentes no monólogo, que fala das formas como a perversidade está disseminada na atualidade. "Trabalhamos o cômico, quase como um deboche", afirma Denis Gosch. A exemplo de outra peça do grupo, "Breves Entrevistas com Homens Hediondos", aqui o intimismo prevalece, assim como um personagem ausente. "Pra mim é um desafio, uma tortura, parece algo que nunca fiz antes", afirma Colin sobre o papel, que compara a "Dias Felizes", de Beckett, dada a falta de movimentação.

Vestindo um macacão que remete a uma roupa de proteção, de laboratório, ele começa falando que a vida é como um vírus, que vai destruindo a gente pouco a pouco. Sentado, como a maioria das pessoas que ficam a maior parte de seu tempo conectadas, na imobilidade contemporânea, provocada pela Internet e demais mídias, vai criando dispositivos, trabalhando a luz em cada cena, que faz às vezes de trilha sonora. Dentro da amostra de dez anos do Sarcáustico, a peça representa uma volta aos processos individuais, antes de 'Wonderland', que deve ganhar continuação, com "Hollywood e por "Quanto Marilyn M Vendeu Sua Alma", sobre a imagem que o público tem do artista.

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Fonte: Vera Pinto / Correio do Povo






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