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  • 25/09/2014
  • 21:15
  • Atualização: 21:30

Nilson May é o novo integrante da Academia Rio-Grandense de Letras

Médico e escritor foi empossado nesta quinta-feira

Médico e escritor foi empossado nesta quinta-feira  | Foto: Ricardo Giusti

Médico e escritor foi empossado nesta quinta-feira | Foto: Ricardo Giusti

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Por Luiz Gonzaga Lopes

O médico e escritor Nilson Luiz May foi empossado na noite desta quinta-feira como o mais novo ocupante da cadeira número 10 da Academia Rio-Grandense de Letras, cujo patrono é Aquiles Porto Alegre. A cerimônia de posse ocorreu no Auditório do Palácio do Ministério Público, conduzida pelo presidente da entidade, Sérgio Augusto Pereira de Borja, e pelo secretário geral Rafael Bán Jacobsen.

A saudação ao novo acadêmico foi feita pelo paraninfo Waldomiro Manfroi. Ele começou a saudação indagando por que tantos médicos escrevem ficção? Manfroi fez uma digressão pela história da medicina, desde Hipócrates e lembrando de grandes médicos escritores gaúchos como Aureliano de Figueiredo Pinto, Caldre Fião, Dyonelio Machado, Cyro Martins e mais recentemente Moacyr Scliar, falecido em 2011.

Nilson May, autor de sete obras individuais, entre as quais "Céus de Pindorama" e "Última Chamada", iniciou o seu discurso intitulado "Ofício de Escritor", com subtítulo "Apologia do Livro e da Leitura", citando Harold Bloom e John dos Passos, para invocar a sabedoria e a boa literatura. May discorreu sobre Aquiles Porto Alegre, fundador da Sociedade Parthenon Literário, em 1868, e da Academia Rio-Grandense de Letras, em 1901, autor de "Iluminuras" e "Vultos e Fatos do Rio Grande do Sul" e que foi o primeiro a reconhecer o valor do dramaturgo Qorpo Santo e também a empregar Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior, seu genro, no "Jornal do Commercio", onde trabalhou até 1895, quando fundou, em 1º de outubro, o Correio do Povo.

O novo acadêmico falou da herança do tio e padrinho, o cientista Oscar Pereira e também da influência das suas primeiras leituras na carreira médica e literária, como a Condessa de Ségur, Monteiro Lobato, Karl May, Jules Verne, Daniel Defoe, Victor Hugo e A.J. Cronin. "Talvez o período de exercício profissional vivido em pequenos vilarejos no interior do Estado, num tempo em que o médico era realmente de família tenha me favorecido, nos longos espaços de reflexão, ausentes outros lazeres, a dedicação aos livros e à literatura", destacou May, falando dos seus autores preferidos e passando em revista os grandes autores e livros da história, desde Homero, Ovídio, Dante e Cervantes, até alguns dos seus preferidos como Shakespeare, Dostoievski, Borges, Flaubert, Kafka, Camus, Voltaire, Victor Hugo, Sábato, Fitzgerald e Cortázar, entre outros.

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