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  • 21/12/2016
  • 12:13
  • Atualização: 16:29

Retrospectiva 2016: Bowie, Stones, Aquarius e Dylan, a cultura passada a limpo

Jornalista do Correio do Povo Luiz Gonzaga Lopes faz uma análise do ano que passou

Retrospectiva 2016: Bowie, Stones, Aquarius e Dylan, a cultura passada a limpo | Foto: Montagens sobre fotos de Divulgação / Ricardo Giusti / Valery Hache / AFP / Fred Tanneau / AFP

Retrospectiva 2016: Bowie, Stones, Aquarius e Dylan, a cultura passada a limpo | Foto: Montagens sobre fotos de Divulgação / Ricardo Giusti / Valery Hache / AFP / Fred Tanneau / AFP

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Em matéria de Cultura, o ano, especialmente em Porto Alegre foi SHOW. Uma das maiores bandas de rock do mundo, os Rolling Stones, fizeram uma apresentação épica no Beira-Rio. Mick Jagger cantou os maiores hits e colocou o estádio inteiro para dançar e chorar. A Capital recebeu ainda Maroon 5, Megadeth, Aerosmith, Black Sabbath e Guns-N-Roses, num ano de rock e heavy metal no solo gaúcho.

O ano marcou o fim da espera para Leonardo Di Caprio. O ator, enfim, levou o Oscar. Mas a cerimônia ficou marcada pela polêmica de, novamente, nenhum ator negro e nenhuma atriz negra constar entre os indicados. Ainda em matéria de cinema internacional, 2016 foi o ano dos super-heróis nas telonas: Doutor Estranho, Capitão América: Guerra Civil, X-Men Apocalypse, Batman x Superman e Deadpool foram alguns dos destaques. No cinema nacional, o grande acontecimento foi o filme "Aquarius", elogiado pela crítica, mas esquecido pelos órgãos governamentais por fazer duras críticas ao atual governo.

O ano de 2016 foi de grandes perdas na música, teatro, literatura, nas artes em geral. Aqui no RS nos despedimos do dramaturgo Ronald Radde, do escritor Max Mallmann e da cineasta Monica Schmietd. No Brasil, a música ficou emudecida da voz de Cauby Peixoto, perdemos a irreverência de Elke Maravilha. O teatro nacional perdeu o crítico de teatro Sábato Magaldi. O mundo da literatura e da poesia foi tomado de dor pela morte do poeta Ferreira Gullar. O Brasil se emocionou com a morte do ator Domingos Montagner, protagonista da novela das nove.

Internacionalmente, ficamos mais pobres culturalmente sem o camaleão David Bowie. Menos coloridos sem Prince e um pouco mais sem graça com a morte de Rubén Aguirre (Professor Girafales). A crítica literária e da comunicação perdeu um símbolo: Umberto Eco. O ator Gene Wilder, do clássico "A Fantástica Fábrica de Chocolate" entristeceu os fãs do seu inesquecível Willy Wonka. O Nobel de Literatura de 1997, Dario Fo, também encerrou sua trajetória. No cinema, perdemos a eterna princesa Leia da franquia "Star Wars", a atriz Carrie Fisher. Aos 60 anos, Carrie sofreu um ataque cardíaco na última sexta-feira, 23 e faleceu após três dias de luta no hospital. O músico George Michael também nos deixou no domingo após uma insufiência cardíaca.

Um dos acontecimentos mais marcantes e polêmicos foi justamente a eleição do Nobel de Literatura. A academia sueca surpreendeu e deu o prêmio para o cantor e compositor Bob Dylan. Dylan, demorou a se manifestar e nem receber o prêmio foi. A escolha teve repercussão mundial e debates. Outra polêmica foi o relançamento do livro "Mein Kampf", de Adolf Hitler.

Em 2016 ainda teve a separação de Brad Pitt e Angelina Jolie, a tentiva de assassinato da apresentadora Ana Hickmann por um suposto fã. O homem acabou ferindo outras pessoas e sendo morto. A ex-modelo Luiz Brunet voltou a ser capa de revista, mas desta vez, pela denúncia contra o ex-marido. Brunet teria sido agredida pelo empresário Lírio Parisotto.