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  • 08/02/2016
  • 13:36
  • Atualização: 13:44

Desfile do Grupão encerra o Carnaval de Porto Alegre no Porto Seco

Último dia de disputas carnavalescas começou com a apresentação das Tribos

União da Vila Mapa falou do legado cultural da Cidade Baixa | Foto: Betina Carcuchinski / PMPA / CP

União da Vila Mapa falou do legado cultural da Cidade Baixa | Foto: Betina Carcuchinski / PMPA / CP

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  • Jézica Bruno

O último dia das disputas carnavalescas na Capital, na noite de domingo, começou com o desfile de duas tribos e oito escolas do Grupão. A tribo Os Guaianazes deu a largada desenvolvendo o tema “Curimim, o pequeno iluminado”. Já a tribo Os Comanches apresentou o enredo “Caiuá, o guardião da floresta e a pedra encantada de Tupa”.

Logo em seguida, às 22h45min, a Protegidos da Princesa Isabel entrou na avenida dando início ao desfile do Grupão. A escola apresentou uma coroa como símbolo para representar o tema “Sou Rei, sou Plebeu, sou Protegidos”, e tratar a história de guerreiros.

A Unidos do Guajuviras, por sua vez, coloriu o Porto Seco com o azul das águas, que desperta encanto e fascínio, e que foi carregado pelos foliões em suas fantasias para apresentar o enredo “Nas ondas do mar, um sonho me leva”.

A escola Império do Sol veio em seguida homenageando a África e a resistência do seu povo, nossos ancestrais, com o tema “Quicumbis e Maçambique. A resistência de um povo. Salve a mãe África”. A figura do negro foi reproduzida nos carros e a letra sugeria uma reflexão sobre a luta por igualdade social e contra a intolerância racial.

Já a Realeza buscou inspiração no satélite natural da Terra para apresentar o tema “Lua, Bela e Solitária Deusa”. A lua tornou-se a rainha do Porto Seco enquanto a escola passava.

Mais tarde, a Acadêmicos da Orgia invadiu a avenida homenageando o mundo da Educação. O tema “Na Acadêmicos da Orgia, Sambar e Cantar para Extravasar. Na vida Ler e Escrever para Transformar”, ressaltava o alfabeto, a leitura e o conhecimento.

A União da Tinga também tratou de Educação e fez uma homenagem aos cinco anos do Instituto Federal. Para ilustrar o enredo, que tratava da Educação como fonte de mais cultura, liberdade e igualdade, denominado “De um sonho a conquista por mais educação, são cinco anos de história, Instituto Federal vai brilhar no Carnaval”, até classes de salas de aula foram para o meio da avenida.

A União da Vila Mapa falou do legado cultural da Cidade Baixa, o espaço urbano que surgiu no ano de 1789 e se tornou o bairro boêmio de Porto Alegre. O tema foi “Do Arraial da Baronesa ao pólo gastronômico, a Vila Mapa apresenta: Cidade Baixa, um bairro, sua gente, seu legado cultural, para Porto Alegre – É a Cidade Baixa em Alta outra vez”.

Por último, fechando os desfiles que cortaram a madrugada, a escola de samba da Glória utilizou a bola como seu enredo e levou para a avenida homens das cavernas que utilizavam pedras esféricas em caçadas. O tema era “Com pé, com a mão e Glória bate uma bola, joga um bolão”.