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  • 12/02/2018
  • 14:39
  • Atualização: 15:54

Desfile da escola Paraíso do Tuiuti repercute nas redes sociais

Agremiação criticou a escravidão e fez alusão ao governo do presidente Michel Temer

Desfile da escola Paraíso do Tuiuti repercute nas redes socias | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

Desfile da escola Paraíso do Tuiuti repercute nas redes socias | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

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* Com informações da AE e AFP 

Alçada ao grupo de elite das escolas de samba do Rio em 2017, após vencer a segunda divisão em 2016, o Paraíso do Tuiuti foi a quarta escola a desfilar na primeira noite de apresentações no Rio de Janeiro, já na madrugada desta segunda-feira. A escola discorreu sobre a escravidão no Brasil e defendeu a ideia de que ela ainda não acabou, apenas mudou de forma.

Foto: Marcos Arcoverede / Agência Estado 

A apresentação da agremiação da comunidade do Morro do Tuiuti, no bairro de São Cristóvão, emocionou o público no Sambódromo e movimentou as redes sociais. Manifestações, publicações de fotos e comentários elogiando a postura da escola circularam pelo Twitter e Facebook. O carnavalesco Jack Vasconcelos partiu dos navios negreiros do século 16 e chegou ao "cativeiro social" dos dias de hoje, marcado por desigualdades sociais e precarização do trabalho. As últimas alas e o último carro alegórico, bastante aplaudidos, faziam críticas à reforma trabalhista e sugeria o presidente Michel Temer (MDB) como vampiro.

A comissão de frente foi muito aplaudida. Ela trazia componentes que se revezavam ora como escravos ora como pretos velhos. A escola criticou ainda a exploração do trabalho no campo e nas minas e as mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O protesto "é um caminho que as escolas retomam, porque têm um papel social: reivindicar a voz das pessoas mais pobres", disse à AFP o professor de história Leo Morais, 39, que interpretou o Drácula. 

Foto: Marcos Arcoverde / Agência Estado