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  • 10/11/2016
  • 14:34
  • Atualização: 14:56

Documentários entram em cartaz na Sala P. F. Gastal nesta quinta

Centro cultural exibe "Tio Bernard – Uma Antilição de Economia” e “Precisamos Falar do Assédio” até o dia 16

“Precisamos Falar do Assédio” reúne depoimentos de mulheres vítimas de assédio no Rio e em São Paulo | Foto: Facebook / Reprodução / CP

“Precisamos Falar do Assédio” reúne depoimentos de mulheres vítimas de assédio no Rio e em São Paulo | Foto: Facebook / Reprodução / CP

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  • Correio do Povo

A partir desta quinta-feira, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551), em Porto Alegre, exibe os documentários “Tio Bernard – Uma Antilição de Economia”, de Richard Brouillette, e “Precisamos Falar do Assédio”, de Paula Sacchetta. Os filmes ficam em cartaz até o dia 16 de novembro, respectivamente às 17h e 19h30min. O ingresso custa R$ 8,00 e deve ser adquirido na bilheteria local. 

“Tio Bernard – Uma Antilição de Economia” é um documentário em torno do pensamento do francês Bernard Maris, conhecido como Tio Bernard, morto nos atentados à redação do jornal Charlie Hebdo no início de 2015. Além de editor do semanário, Bernard era economista, professor universitário e autor de diversos livros na área de economia. Mas, para além das qualificações que podem ser elencadas a partir de seu extenso currículo, o que a obra do diretor canadense Richard Brouillette deixa transparecer é o quanto Maris era, acima de tudo, um humanista: ele pregava a desconstrução do discurso econômico hegemônico, denunciando sua incongruência, e se posicionando ferrenhamente em favor de valores coletivos e de bem-estar social.

Por sua vez, “Precisamos Falar do Assédio” apresenta depoimentos de mulheres vítimas de qualquer tipo de assédio. Sem qualquer tipo de interlocução ou entrevista, o filme acompanha um desabafo, um momento íntimo ou a oportunidade de falar daquilo pela primeira vez. Na semana da mulher, de 7 a 14 de março de 2016, uma van-estúdio parou em nove locais em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foram reunidos relatos de pessoas entre 14 e 85 anos, de zonas nobres ou periferias das duas cidades, com diferenças e semelhanças na violência que acontece todos os dias e pode se dar tanto na rua como dentro de casa, em um beco escuro ou no meio da rua, à luz do dia. 

Já na sexta-feira, às 20h30, o Projeto Raros apresenta no mesmo local o filme "Comunhão, de 1976", dirigido Alfred Sole. Na trama, a jovem Alice costuma se isolar no porão do prédio onde vive, e lá mantém seu mundo imaginário. Ela gosta de pregar sustos nas pessoas usando uma máscara de plástico e uma capa de chuva amarela. Certo dia, a tia da menina, Anne, é atacada nas escadarias do prédio, levando facadas nas pernas. A mulher denuncia a garota para as autoridades, porque quem a atacou vestia a mesma fantasia. Alice então é internada em um hospital psiquiátrico, e seu pai sai em busca da verdade. Após a sessão, acontece um debate com os pesquisadores Carlos Thomaz Albornoz e Paulo Blob.