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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

  • 04/01/2018
  • 07:21
  • Atualização: 14:21

Filme francês narra batalha contra epidemia de AIDS nos anos 90

Longa narra união de pessoas que haviam adquirido a doença

Nahuel Perez Biscayart interpreta Sean, um jovem ativista | Foto: Imovision / Divulgação / CP

Nahuel Perez Biscayart interpreta Sean, um jovem ativista | Foto: Imovision / Divulgação / CP

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  • Adriana Androvandi

O filme francês “120 Batimentos por Minuto”, dirigido por Robin Campillo, é um dos lançamentos nos cinemas desta semana. Este drama, com fatos inspirados na biografia do diretor, resgata a história de um grupo na Paris da década de 1990. Após o descobrimento do HIV na década de 1980, as mortes causadas pelo vírus só aumentavam. 

Muitos sobreviventes se uniram a outros que recém tinham descoberto serem soropositivos, como homossexuais e hemofílicos, e a voluntários para criarem grupos de apoio. “120 Batimentos por Minuto” resgata a atuação do ACT UP Paris, grupo de ativistas que se mobilizou para disseminar informação sobre as formas de contágio e exigir dos serviços de saúde mais agilidade no tratamento, porque os casos eram epidêmicos. O AZT, um antirretroviral que retardava a propagação do vírus, era a droga disponível na época.

O filme apresenta a organização do grupo, mostrando diferentes posicionamentos de membros sobre as estratégias a serem tomadas. Um dos mais intempestivos é Sean (Nahuel Perez Biscayart), que aposta não apenas em protestos, mas em performances. O filme, exibido no Festival de Cinema de Cannes 2017, ganhou o Grande Prêmio do Júri e o prêmio Fipresci (da Crítica). Apesar de retratar um período específico, o problema que o filme levanta se mantém atual, visto que a doença, infelizmente, ainda traz estatísticas crescentes.

Confira o trailer: