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  • 04/03/2018
  • 19:45
  • Atualização: 19:50

Diretor francês Bruno Dumont é destaque no Festival de Cartagena

Cineasta foi homenageado e deu masterclass no evento

Cineasta foi homenageado e deu masterclass no evento | Foto: Jonathan Friderici / Procolombia / Divulgação / CP

Cineasta foi homenageado e deu masterclass no evento | Foto: Jonathan Friderici / Procolombia / Divulgação / CP

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  • Marcos Santuario

Depois de receber homenagem especial na noite deste sábado, durante o 58º Festival Internacional de Cinema de Cartagena (Ficci58), o diretor francês Bruno Dumont deu uma masterclass dentro da programação do evento. Com sala lotada no Centro de Cooperação Espanhola do Centro Histórico de Cartagena, Dumont, que é filósofo, provocou a audiência: “não necessita estudar para ser cineasta”.

Com fortes opiniões, o diretor de “Hors Satan (Fuera de Satán / Outside Satan)”, ”Camille Claudel 1915”, ”La alta sociedad (Ma Loute”, “Jeannette, l’enfance de Jeanne d’Arc”), também afirmou que melhor ser ator natural do que tentar aprender a ser ator. “Um profissional sabe executar seu trabalho naturalmente. Já o ator tem que aprender”, defendeu.

O Ficci58 reservou espaço importante para resgate da oba de Dumont, exibindo alguns de seus principais filmes.  O espaço ocupado hoje por Dumont, sábado recebeu a diretora argentina Lucrécia Martel, que também trouxe polêmicas para o centro dos debates.

Segura e firme em seus conceitos, Lucrécia questionou o cinema como indústria e as dificuldades de conquistar espaços para produções mais independentes e fora de repetições de sucessos de bilheteria. A diretora participa também do Festival apresentando seu mais recente filme, “Zama”.

Entre as exibições de sábado, o destaque foi o filme paraguaio “Las Herederas”, vencedor na recente edição do Festival de Berlim. Com a presença de seu diretor, Marcelo Martinessi, a produção, estrelada por Ana Brun e Margarita Irún, foi muito aplaudida no Teatro Heredia, oficialmente Teatro Adolfo Mejía, na “cidade amuralhara” de Cartagena.

Uma das produções exibidas neste domingo no Ficci58 é o novo trabalho de Marco Dutra e Juliana Rojas, “As Boas Maneiras”, único longa ficção brasileiro em competição. Quem acompanha o trabalho em Cartagena é o próprio Marco Dutra, que festeja: “ótimo estar em um festival como este, acompanhando uma produção tão intensa de vários países”. O Ficci58 termina nesta segunda feira, com a entrega dos prêmios aos vencedores sem diferentes categorias.