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  • 10/05/2018
  • 08:58
  • Atualização: 09:02

Polanski ameaça processar Academia de Cinema dos EUA após expulsão

Advogado do cineasta disse que seu cliente recebeu apenas uma carta não assinada

Polanski ameaça processar Academia de Cinema dos EUA após expulsão | Foto: Valery Hache / AFP / CP

Polanski ameaça processar Academia de Cinema dos EUA após expulsão | Foto: Valery Hache / AFP / CP

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  • AFP

O diretor franco-polonês Roman Polanski ameaça processar a Academia de Cinema dos Estados Unidos, afirmando que sua expulsão é ilegal porque ele foi privado de uma audiência justa. O advogado do cineasta em Los Angeles Harland Braun indicou que o organismo encarregado dos Oscar não seguiu o procedimento adequado para expulsá-lo.

"Não estamos aqui contestando os méritos da decisão, mas o desconhecimento de seus padrões de conduta assim como a violação da lei da Califórnia", apontou Braun na carta enviada ao presidente do organismo, John Bailey, à qual a AFP teve acesso.

Indicou, além disso, que o ganhador do Oscar de 84 anos "reconheceu sua responsabilidade legal e moral" pela agressão sexual em 1977 contra Samantha Geimer, então com 13 anos, que aceitou suas desculpas e inclusive apareceu no tribunal para apoia-lo.

Na semana passada, o conselho da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas decidiu expulsar Polanski, assim como Bill Cosby, culpado de drogar e agredir sexualmente uma mulher em 2004. Braun indicou que a única notificação que Polanski recebeu foi uma carta sem assinatura informando-o de sua expulsão. "Espero que a Academia entenda que Polanski só pede uma audiência justa para apresentar seu lado da história neste assunto, que também fornecerá aos membros que apoiam sua expulsão um fórum para debater seu posicionamento".

A Academia não respondeu imediatamente a um pedido da AFP para comentar o assunto.

Na sexta-feira passada, o advogado polonês de Polanski, Jan Olszewski, qualificou a expulsão de "assédio" e "maltrato psíquico". O cineasta, que mora na França, causou polêmica nesta semana ao qualificar o movimento #MeToo contra a cultura sexual em Hollywood de "histeria coletiva" e "hipocrisia" em uma entrevista à revista Newsweek Polska.