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  • 03/01/2019
  • 08:56
  • Atualização: 16:02

Drama “Meu Querido Filho” estreia nos cinemas nesta quinta-feira

Filme traz a história de pais que são surpreendidos pelo desaparecimento do filho adolescente

Produção é o mais novo drama do diretor tunisiano Mohamed Ben Attia | Foto: Pandora Filmes / Divulgação / CP

Produção é o mais novo drama do diretor tunisiano Mohamed Ben Attia | Foto: Pandora Filmes / Divulgação / CP

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O mais novo drama do diretor tunisiano Mohamed Ben Attia, “Meu Querido Filho”, estreia nesta quinta-feira. Ambientado na Tunísia atual, o filme acompanha um pai, Riadh (Mohamed Dhrif), que está prestes a se aposentar como motorista no porto de Túnis. Com a mulher, Nazli, ele forma um casal unido em torno de seu único filho, Sami. O rapaz se prepara para os exames finais do Ensino Médio. Mas as repetidas enxaquecas do filho preocupam seus pais. No momento em que Riadh acha que o jovem está melhor, ele desaparece.

Para Ben Attia, o pilar do longa-metragem é o chefe de família, Riadh, que considera que a felicidade é cuidar de sua casa, ir trabalhar e ganhar o pão de cada dia. “É o que ele imagina também para o filho. Porém, tudo entra em colapso quando ele se aposenta e o jovem some”, explica o diretor do filme.

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Ben Attia revela que o ponto inicial da história surgiu de um relato que ouviu em uma rádio. “Relatos de pais que estavam à procura dos filhos que tinham se juntado ao Estado Islâmico estavam começando a se espalhar nas rádios, na televisão, nos jornais. Infelizmente, tornou-se quase que comum. Um dia, ouvindo um pai falando sobre sua história, realmente me afetou. Ele continuava repetindo: ‘meu filho’. Eu rapidamente percebi que o que me interessou mais não foram as razões que fizeram o filho sair, mas o ponto de vista dos que ficaram atrás: os pais dele que não viram isso chegando”, revela.

Ben Attia conta ainda que o maior desafio do projeto era não cair no óbvio. Ele tentou evitar um maniqueísmo previsível. Conforme explicou o diretor, ele quis ir além do nível superficial do ódio, da raiva, embora seja completamente compreensível esse sentimento, ponderou.