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Porto Alegre, sábado, 25 de Novembro de 2017

  • 12/09/2017
  • 16:55
  • Atualização: 18:02

Grupos contra e a favor da exposição "Queermuseu" protestam em Porto Alegre

Conforme a Brigada Militar, cerca de 800 pessoas se reuniram em frente ao Santander Cultural

Ato foi marcado pelas redes sociais | Foto: Jéssica Hübler / Especial / CP

Ato foi marcado pelas redes sociais | Foto: Jéssica Hübler / Especial / CP

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  • Correio do Povo

O fechamento da exposição "Queermuseu" mobilizou protestos em frente ao Santander Cultural na tarde desta terça-feira. Num ato marcado pelas redes sociais desde domingo, cerca de 800 pessoas (conforme a Brigada Militar) contrários à medida se reuniram em frente ao prédio para defender temas como liberdade artística, de criação e o direito das minorias. Com cantos como "pela arte, pela cultura, diga não à censura", eles pediam a reabertura da mostra com curadoria de Gaudêncio Fidelis.

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Os manifestantes começaram a se aglomerar na praça da Alfândega por volta das 15h30min e carregavam faixas e cartazes com dizeres como "Quem define arte?" e "Os LGBTs" não serão censurados. Também marcaram presença diversas bandeiras deste movimento, blocos sociais e representantes de partidos de esquerda.

Em contrapartida, um grupo de menos de 20 pessoas carregando bandeiras do Brasil e vestidas de verde e amarelo defendia o encerramento da mostra. Uma dessas mulheres, que preferiu não ser identificada, disse que a juventude nacional "sofreu uma lavagem cerebral que a fez acreditar que a direita é ruim". Munida de um megafone e cartazes que pediam intervenção militar e pregavam contra a esquerda, ela ainda comentou que o foi proposto pela exposição não é arte. "A liberdade de uma pessoa termina quando a da outra é afetada. Essas pornografias com animais e crianças são é crime", opinou.

Em menor número, eles ficaram por pouco mais de 40 minutos no local, quando o espaço começou a lotar. Ao irem embora, foram fortemente vaiados. O curador de "Queermuseu", Gaudêncio Fidelis, também esteve no local e afirmou estar bastante frustrado com o fim de sua mostra. Entretanto, ele revelou que espaços de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal manifestam interesse em sediar a exposição. Apesar de momentos de truculência quando os partidários da diferentes ideologias partilhavam o espaço, não houve violência física entre os grupos, apenas xingamentos e ânimos exaltos. O ato também contou com intervenções artísticas de estudantes da Ufrgs nas escadarias do Santander Cultural e apresentação de grupos teatrais nos entornos.