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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

  • 28/08/2017
  • 12:22
  • Atualização: 15:36

Itaú Cultural abre inscrições para o edital Rumos 2017/2018

Seleção ocorre entre esta terça-feira e o dia 3 de novembro

Anúncio foi feito por Ana de Fátima, Rui Moreira, Eduardo Saron e Karla Martins, do Itaú e da Comissão de Seleção  | Foto: Luiz Gonzaga Lopes / Especial / CP

Anúncio foi feito por Ana de Fátima, Rui Moreira, Eduardo Saron e Karla Martins, do Itaú e da Comissão de Seleção | Foto: Luiz Gonzaga Lopes / Especial / CP

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  • Luiz Gonzaga Lopes

O Itaú Cultural anunciou no final da manhã desta segunda-feira em coletiva de imprensa, na sede do instituto, em São Paulo, a abertura das inscrições para a edição do Rumos 2017-2018. As inscrições estarão abertas da 00h01min desta terça-feira até o dia 3 de novembro pelo site. O resultado será divulgado no dia 28 de maio de 2018.

O edital é aberto em um momento em que o acesso e o apoio à cultura sofrem com a crise econômica e política no país, e o instituto renova e intensifica o incentivo, mapeamento e fomento da produção artístico-cultural brasileira, por meio de suas atividades e deste programa. Seguido de análise sobre o cenário atual e perspectivas do instituto, o anúncio foi feito por Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, e Ana de Fátima Sousa, gerente de Comunicação do instituto, ao lado da atriz e presidente da Fundação de Cultura do estado do Acre Karla Martins e do bailarino e coreógrafo ?Rui Moreira – estes, membros da Comissão de Seleção.

Neste ano, conforme Ana de Fátima, ferramentas de acessibilidade ampliam o alcance do edital, facilitando o acesso e participação de surdos e pessoas cegas e de baixa visão. Uma das mudanças do edital é que 10 estados que têm menor participação no contexto histórico do edital terão o Rumos Escuta para entender as necessidades e demandas daquela região. No edital anterior, somente Rondônia e Roraima não tiveram projetos aprovados. As cidades visitadas serão Boa Vista, Aracaju, Campo Grande, Cuiabá, Macapá, Maceió, Palmas, Porto Velho, Rio Branco e Teresina

Desde a sua criação, em 1997, o Rumos já recebeu mais de 52 mil inscrições e contemplou 1,3 mil iniciativas. A Comissão de seleção tem 2 integrantes, 10 gestores do Itaú e 10 das artes, um deles é o jornalista e músico gaúcho Arthur de Faria. A Comissão de Avaliação terá 40 pessoas externas, cada projeto será lido por quatro pessoas, um deles especialista da área. Serão 26 leituras ao todo para os projetos a serem selecionados.

Paralelamente ao anúncio do edital do Rumos 2017/18, o Itaú Cultural abre no dia 30 de agosto, a exposição Mostra "Rumos 2015-2016 - Narrativas do Invisível" , com parte dos projetos selecionados no edital anterior e já concluídos. No edital passado foram 12.126 projetos inscritos. Do Rio Grande do Sul, foram inscritos 588 projetos, dos quais dois foram selecionados: "Caliban - Apontamentos sobre o Teatro de Nuestra América", do grupo de teatro Ói Nóis Aqui Traveiz, e "A Cidade Inventada - Versão Expandida e Internacional", do grupo Tempo Porto Alegre.

O diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, destacou os 20 anos do edital e que, desde 2013, quando houve a mudança e flexibilização do edital, há uma maior liberdade no ato da inscrição, uma maior intersecção no conjunto dos projetos e um processo mais exaustivo e sólido de seleção que prima pela perenidade, o legado e questões da diversidade cultural e valorização da memória, entre outros aspectos e também a não necessidade de todos os documentos e burocracias no momento da inscrição, podendo ser construído conjuntamente. "O aporte será o mesmo do edital anterior que será de R$ 15 milhões sem teto mínimo ou máximo por projeto, sempre mantendo a parceria com o proponente, que fica muito mais com a parte artística e nós com a parte adjacente, o backstage', afirma Saron.

"O importante do projeto é a proposta entre a comissão e pré-seleção, há espaço para contato direto com o proponente, mudar orçamento. O modelo está nas respostas às 29 perguntas. O orçamento e o cronograma físico-financeiro são eliminatórios, mas não precisam ser tão precisos. Pode haver diálogo; adequar, aumentar e diminuir valores. O essencial é a singularidade, relevância e consistência", ressalta Ana de Fátima. Nos dois editais após a flexibilização, 34% e 27%, respectivamente, eram de proponentes que apresentavam projetos pela primeira vez.