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  • 10/08/2018
  • 08:09
  • Atualização: 08:32

Jean-Michel Jarre disputa herança do pai em corte europeia de DH

Filhos disputam patrimônio cultural deixado em nome da madrasta

Jean-Michel Jarre disputa herança do pai em corte europeia de DH | Foto: Valerie Macon / AFP / CP

Jean-Michel Jarre disputa herança do pai em corte europeia de DH | Foto: Valerie Macon / AFP / CP

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  • AFP

O músico francês Jean-Michel Jarre quer recorrer à Corte Europeia de Direitos Humanos (TEDH) depois que a Justiça de seu país decidiu privá-lo da herança de seu pai, Maurice Jarre, ganhador de três Oscars pelas trilhas sonoras de "Lawrence de Arabia", "Doutor Jivago" e "Passagem para a Índia". "Minha irmã, Stéphanie, e eu levamos nosso caso ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos pela falta de respeito aos direitos da família e pela violação excessiva do nosso sistema de segurança jurídica", escreveu o pioneiro da música eletrônica em uma coluna, publicada na sexta-feira o jornal Le Parisien.

A questionada sucessão veio à tona no começo da disputa judicial em torno da herança do cantor francês Johnny Hallyday entre sua viúva e os dois filhos mais velhos do astro do rock, que questionam o testamento feito nos Estados Unidos por seu pai, que os deserdou em virtude da lei californiana. Em setembro de 2017, a Corte de cassação decidiu, em um caso que apresenta muitas analogias, deserdar Jean-Michel Jarre e sua irmã, sabendo que seu pai tinha organização sua sucessão segundo o direito californiano. Falecido em 2009, Maurice Jarre deixou todos os seus bens para sua última esposa através de um "family trust", uma estrutura jurídica prevista no direito californiano.

"O direito dos herdeiros não é unicamente um caso de dinheiro, afeta âmbitos muito mais importantes como a proteção dos laços familiares e, para os criadores, o direito moral dos artistas", indicou Jean-Michel Jarre em sua missiva. "A proibição de ter acesso, se assim o quisermos, a uma foto, a um bem pessoal do seu pai ou da sua mãe. Isso é o que me surpreende", lamenta o músico, de 69 anos. Entre seus argumentos, ele insiste na perda de renda para o Estado francês, devido a "montagens jurídicas" no exterior.