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  • 24/10/2018
  • 12:41
  • Atualização: 12:44

Edgardo Giora celebra 60 anos de trajetória com nova mostra

Obras do artista italiano serão exibidas no Margs até o dia 2 de dezembro

Natureza morta é um dos temas do artista | Foto: Margs / Divulgação / CP

Natureza morta é um dos temas do artista | Foto: Margs / Divulgação / CP

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Jailton de Oliveira assina a curadoria da mostra que Edgardo Giora inaugura nesta quinta-feira, a partir das 19h, na Galeria Oscar Boeira do Margs (Praça da Alfândega, s/nº), em Porto Alegre. Na ocasião será exibido um vídeo sobre a obra do artista, seguido de bate-papo com ele e curador. A exposição segue em cartaz até o dia 2 de dezembro, com visitação de terças a domingos, das 10h às 19h.

Nascido em 1923 em Carpi, na Itália, Giora migrou para o Brasil após a guerra e, apesar de ter construído uma carreira de 60 anos de produção ininterrupta, nunca teve uma individual. Com 95 anos, segue em plena atividade, expondo três gêneros que domina: retrato, paisagem e natureza morta. Junto a um conjunto representativo de pinturas a óleo e acrílico, também serão expostos desenhos e exibidos dois vídeos.

Ex-combatente da II Guerra Mundial, partiu do porto de Nápoles para o Basil, com esposa e filhos em 1948. Fantasiado de pirata, Giora era um dos passageiros do navio Raul Soares, que celebrava a transposição da linha imaginária e projetava uma aventura no novo continente. Aqui montou uma construtora e, nos anos 1960, com os filhos ainda pequenos, mas já estabilizado no país, se aproximou de Aldo Locatelli, o que deve ter motivado sua incursão na arte.

Autodidata, encontrou nos livros de história da arte interlocução com Cézanne, André Derain, Matisse, Kokoschka e De Pisis, entre outros mestres. No final dos anos 60, iniciou uma produção constante, especialmente como retratista. Criou mais de mil pinturas e incontáveis desenhos, alguns rabiscados em pequenos pedaços de papel. Lidava com o contraste de cores complementares - vibrantes entre vermelhos e verdes ou azuis e alaranjados.