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  • 16/05/2018
  • 14:17
  • Atualização: 14:32

Atriz libanesa Manal Issa apoia Gaza no tapete vermelho de Cannes

Artista segurou um cartaz que dizia "Parem o ataque em Gaza!" em alusão aos cerca de 60 palestinos mortos

Manal Issa apresenta em Cannes

Manal Issa apresenta em Cannes "Mon tissu préféré", da diretora síria Gaya Jiji, na seção Um Certo Olhar | Foto: Loic Venance / AFP / CP

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  • AFP

"Parem o ataque em Gaza". A foto da libanesa Manal Issa com um cartaz de apoio aos palestinos no tapete vermelho do Festival de Cannes deu o que falar nas redes sociais nesta quarta-feira, mas a atriz não quis comentar seu gesto.

"Não quer se manifestar, porque quer concentrar a atenção sobre (a Faixa de) Gaza e não sobre ela mesma", disse à uma fonte próxima à atriz, um dia depois de seu protesto no tapete vermelho antes da projeção de "Han Solo - Uma História Star Wars", o novo episódio da saga.

Ao pé da escada do Palácio dos Festivais, Manal Issa, de 26 anos, segurou um cartaz onde se lia em letras garrafais vermelhas: "Stop the attack on Gaza!!" ("Parem o ataque em Gaza!!"), em alusão aos cerca de 60 manifestantes palestinos mortos na segunda-feira por disparos israelenses, o mesmo dia que se inaugurou a nova embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

Em geral, é proibida qualquer manifestação de ordem política, ou religiosa, no tapete vermelho. Há um ano, a ministra israelense da Cultura, Miri Regev, também foi alvo das câmeras, usando um vestido que trazia, em sua parte inferior, um panorama da cidade de Jerusalém e sua parte antiga.

Manal Issa apresenta em Cannes "Mon tissu préféré", da diretora síria Gaya Jiji, na seção Um Certo Olhar. O filme se situa na primavera (boreal) de 2011, em Damasco, no início do conflito sírio. Apesar do pano de fundo político, o filme é, sobretudo, uma história de aprendizado centrada em Nahla, personagem interpretado por Manal Issa, noiva de Samir, um sírio que vive nos Estados Unidos.

A situação em Gaza também foi abordada no Festival de Cannes com "Samouni road", um documentário sobre o massacre de 29 membros de uma família em 2009. O filme do italiano Stefano Savona, que mistura entrevistas dos sobreviventes com imagens dos lugares, recorre à animação para reconstruir as cenas mais duras e dar vida aos desaparecidos.

O diretor se baseou em documentos da organização não-governamental Cruz Vermelha e das Nações Unidas, mas também em informes internos do Exército israelense. "A situação em Gaza era trágica há 25 anos. Agora, é pior. Eu só quis mostrar essas pessoas e deixá-las falar", disse Savona, que não quis comentar o banho de sangue na Faixa de Gaza na última segunda-feira.