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  • 08/02/2018
  • 14:59
  • Atualização: 15:40

Salma Hayek revela que Harvey Weinsten ameaçou quebrar seus joelhos

Em entrevista a Oprah Winfrey, atriz também explicou por que manteve-se em silêncio no início das denúncias de assédio contra o produtor

Ela foi uma das convidadas do programa SuperSoul | Foto: Kevin Mazur / AFP / CP

Ela foi uma das convidadas do programa SuperSoul | Foto: Kevin Mazur / AFP / CP

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Durante uma entrevista concedida à apresentadora Oprah Winfrey, a atriz Salma Hayek revelou que o produtor Harvey Weinsten amaçou "quebrar seus joelhos" durante as gravações do filme "Frida", de 2002, caso ela continuasse a recusar suas investidas sexuais. A mexicana também disse que inicialmente se sentiu envergonhada por não falar com repórteres do The New York Times quando foi procurada para fazer parte da reportagem que culminou no escândalo que atingiu Hollywood. Defensora de longa data de vítimas de abuso doméstico, a artista de 51 anos afirmou que sentiu que tinha traído seus próprios valores ao ficar em silêncio.

Ela contou que Weinstein havia dito à diretora do filme, Julie Taymor, "eu vou quebrar as rótulas dos joelhos dessa vadia". A denúncia veio na meia hora final do programa SuperSoul, no qual a Oprah conversa com figuras notáveis. Nesta edição, a lista de convidados incluiu Stephen Colbert, Trevor Noah, Yara Shahidi, Lin-Manuel Miranda e o cineasta Jordan Peele, indicado ao Oscar de melhor diretor e roteiro original por seu trabalho em "Corra!". Sobre a decisão de não se manifestar logo de início, Salma comntou que "sentiu como se minha dor fosse tão pequena". "Eu pensei:" Não há motivo para eu falar porque acontece com todos", falou, mas explicou que gradualmente percebeu que "quando nos unimos uns com os outros, não se trata de drama. Não se trata de dor. É sobre algo que pode se mover poderosamente e fazer a mudança acontecer".

Dois meses depois de se recusar a participar da história do NYT, ela escreveu um artigo em primeira pessoa para o jornal detalhando sua experiência com Weinstein. Um representante do homem emitiu uma declaração negando as alegações. Ao ouvir a explicação sobre sua reticência inicial, Oprah compartilhou uma anedota sobre estar com um grupo de mulheres na indústria, incluindo Reese Witherspoon, dois dias depois de os relatórios iniciais de Weinstein terem sido publicados. A apresentadora lembrou que a linguagem corporal na sala a lembrou das pessoas que sofreram os efeitos de estresse pós-traumático que ela havia visto em jovens sobreviventes de abuso.

"Às vezes subestimamos nossos esforços - os esforços de todos - e o poder que ele tem para mudar as coisas", disse Salma. "A única razão pela qual isso está funcionando agora não é apenas porque as mulheres falaram. É também porque todos ouviram. Eu acho que o que acontece é que começamos a fazer mudanças , mas não vemos os resultados de imediato e pensamos se algo novo está realmente acontecendo. Os seres humanos estão mudando lentamente", analisa. "Hoje, os homens nos dizem que devemos ser como a Virgem Maria, e fazer o que eles dizem quando querem. Eles falam que você precisa ser atraente, mas você não pode ser muito atraente porque então está dizendo que eu eles podem fazer o que quiser com você", finalizou.