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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de Junho de 2018

  • 24/02/2018
  • 16:58
  • Atualização: 17:03

Gigante dos chocolates Lindt processa empresa de Harvey Weinstein

Empresa suíça afirma que o produtor deve 133 mil dólares pelo não cumprimento de cláusulas contratuais

Festas anuais da The Weinstein Company eram patrocinada pela marca de chocolate | Foto: Arquivo AFP / CP

Festas anuais da The Weinstein Company eram patrocinada pela marca de chocolate | Foto: Arquivo AFP / CP

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  • AFP

Uma das mais famosas empresas de chocolate do mundo é aparentemente a mais recente vítima no escândalo de Harvey Weinstein, iniciando um processo nos Estados Unidos contra a antiga empresa do produtor. A suíça Lindt & Sprüngli AG, comumentemente conhecida como Lindt, reivindica na ação judicial que a The Weinstein Company, agora à beira da falência, lhe deve 133 mil dólares pelo não cumprimento de cláusulas de um contrato de patrocínio no valor de 400 mil dólares.

Com vigência de anos, a fabricante de chocolates  o documento previa o apoio financeiros à tradicional festa após o Globo de Ouro que Weinstein realizava. Mas enquanto os eventos aconteceram como planejado em 2016 e 2017, a cerimônia não ocorreu em 2018, tendo em vista a enxurrada de denúncias que surgiu contra ele no fim do ano passado. A Lindt, demandando por uma quantidade não especificada de danos e violação de contrato, disse que havia perguntado desde dezembro pelo reembolso, acrescentando que a empresa havia prometido pagar a fatura, mas não conseguiu fazê-lo.

Mais 100 mulheres acusaram Weinstein de décadas de assédio e abuso sexual, e até mesmo estupro, o que levou à aniquilação de sua carreira e a um intenso debate nos EUA sobre esses crimes. Desde que o escândalo disparou em outubro, dezenas de processos civis foram trazidos contra Weinstein e a empresa que ele cofundou. Na sexta-feira, ele pediu desculpas a Meryl Streep por usar falas da atriz em seus documentos de defesa em um esforço para vencer uma ação judicial de ação coletiva contra ele, iniciada por Louisette Geiss, Katherine Kendall, Zoe Brock, Sarah Ann Thomas, Melissa Sagemiller e Nannette Klatt -, as quais afirmam que foram abusadas e assediadas sexualmente pelo homem.

O grupo também diz que o comportamento foi encoberto por um sistema de pessoas que trabalharam nos seus antigos estúdios Miramax e a Weinstein Company. Os advogados dele apresentaram uma moção para anular o processo argumentando que era "excessivamente moroso" e se aplicaria a "todas as mulheres que se encontraram com Weinstein, independentemente de ter alegado sofrer algum dano identificável. "Essas mulheres incluem, presumivelmente, Jennifer Lawrence, que disse a Oprah Winfrey que conheceu Weinstein desde que tinha 20 anos e disse que 'ele sempre foi legal comigo', e Meryl Streep, que afirmou publicamente que Weinstein sempre foi respeitoso com ela em sua relação de trabalho", escreveram no documento.