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  • 07/05/2018
  • 08:38
  • Atualização: 14:45

Cineasta Ermanno Olmi morre aos 86 anos

Italiano venceu prêmio Palma de Ouro em 1978, com "A Árvore dos Tamancos"

Italiano venceu prêmio Palma de Ouro em 1978, com

Italiano venceu prêmio Palma de Ouro em 1978, com "A Árvore dos Tamancos" | Foto: Damien Meyer / AFP / CP

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O cineasta italiano Ermanno Olmi, Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1978 com "A Àrvore dos Tamancos", faleceu aos 86 anos, anunciou o ministério italiano da Cultura. Olmi, um cineasta autodidata e pioneiro do gênero documental, estava doente há vários anos e faleceu no último domingo no hospital de Asiago, perto de Vicenza (norte da Itália). "A morte de Ermanno Olmi deixa a cultura italiana sem um gigante, um grande mestre do cinema italiano", afirmou o ministro da Cultura, Dario Franceschini.

"Foi um intelectual profundo que sondou e explorou os mistérios do homem e explicou, com a poesia que caracteriza suas obras, a relação entre o homem e a natureza, a dignidade do trabalho, a espiritualidade", completou o ministro. Olmi nasceu em Bérgamo em 24 de julho de 1931 e dirigu quase 40 curtas-metragens e 20 longas-metragens, incluindo "A Árvore dos Tamancos" ("L'albero degli zoccoli"), um filme quase documental sobre a vida de quatro famílias de camponeses pobres no fim do século XIX.

O filme, considerado uma grande obra do cinema italiano, venceu a Palma de Ouro em Cannes em 1978 e o César de filme estrangeiros na França um ano depois. Olmi criou um estilo muito pessoal e passou por vários formatos cinematográficos, incluindo o religioso em "Cammina Cammina" (1982), no qual contava a história dos reis magos com atores não profissionais.

Em 1987 recebeu o Leão de Prata do Festival de Veneza com "Lunga vita alla signora" e em 1988 venceu o Leão de Ouro com a "A Lenda do Santo Beberrão"), baseado em um conto de Joseph Roth. Vinte anos depois recebeu o Leão de Ouro pelo conjunto de sua carreira.


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