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Porto Alegre, terça-feira, 14 de Agosto de 2018

  • 10/05/2018
  • 14:24
  • Atualização: 14:36

Ex-mulher de Harvey Weinstein fala sobre escândalo de assédio sexual

Estilista Georgina Chapman afirma nunca ter desconfiado do comportamento abusivo do marido

Estilista Georgina Chapman afirma nunca ter desconfiado do comportamento abusivo do marido | Foto: Pascal Le Segretain / Getty Images North America / AFP / CP

Estilista Georgina Chapman afirma nunca ter desconfiado do comportamento abusivo do marido | Foto: Pascal Le Segretain / Getty Images North America / AFP / CP

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No baile do MET 2018, que aconteceu na última segunda-feira, a atriz Scarlett Johansson esteve no centro de uma controvérsia ao usar um vestido da grife Marchesa. Isso porque a cofundadora da marca, Georgina Chapman, é ex-mulher de Harvey Weinstein, executivo de Hollywood acusado de assédio sexual por mais de 50 mulheres. Scarlett é a primeira celebridade de grande porte a vestir a marca desde que as denúncias contra o produtor vieram à tona em outubro de 2017. Chapman, que pediu o divórcio do produtor em janeiro deste ano, ainda não havia dado entrevistas após o escândalo - até agora.

À revista Vogue, a estilista britânica disse jamais ter desconfiado do comportamento abusivo do marido, com quem se casou em 2007 e tem dois filhos (India, de sete anos, e Dashiell, de cinco). "Uma parte de mim foi terrivelmente ingênua - claramente ingênua demais. Eu tenho momentos de raiva, de confusão, de incredulidade", desabafou.

A primeira denúncia ao produtor, publicada pelo The New York Times, foi o estopim para uma série de outras acusações a nomes de peso da indústria cinematográfica, levando a movimentos como o Time's Up e o Me Too, que defendem a igualdade de gênero e lutam pelo fim do assédio sexual em Hollywood. O caso afetou também os negócios de Chapman. Sua marca, conhecida pelos vestidos de festa com estilo romântico, era sucesso entre as atrizes nas grandes premiações - em 2016, foi a grife mais usada em tapetes vermelhos. Já na temporada de prêmios deste ano, nenhuma atriz optou pelas criações da etiqueta.

A estilista, contudo, garante que a ausência nos red carpets foi uma escolha pessoal: "Nós não achamos que seria apropriado devido à situação. Todas as mulheres que foram machucadas merecem dignidade e respeito, então quis dar o tempo que achei que deveria", explicou. "É uma época de luto". Georgina Chapman e Keren Craig, sua parceira no trabalho, também decidiram cancelar sua apresentação na última semana de moda de Nova York, que aconteceu em fevereiro de 2018.

Quando o escândalo explodiu, Chapman disse ter ficado em choque: "Perdi cerca de cinco quilos em cinco dias". "Foi difícil porque o primeiro artigo era sobre uma época em que eu ainda nem o conhecia, então por um minuto eu não consegui tomar uma decisão. Mas as histórias aumentaram e eu entendi que não era um caso isolado. Foi quando eu percebi que precisava me afastar e tirar as crianças dali", concluiu.