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Porto Alegre, sábado, 19 de Janeiro de 2019

  • 10/01/2019
  • 14:57
  • Atualização: 15:34

Juiz de Los Angeles rejeita ação de assédio sexual de Ashley Judd contra Weinstein

Atriz acusa ex-produtor de ter arruinado sua carreira devido a sua negativa de ceder ao assédio

Juiz alega que a denúncia de assédio sexual não se enquadra na legislação da Califórnia | Foto: Frederick M. Brown e Yann Coatsaliou / AFP / Getty Images / CP

Juiz alega que a denúncia de assédio sexual não se enquadra na legislação da Califórnia | Foto: Frederick M. Brown e Yann Coatsaliou / AFP / Getty Images / CP

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  • AFP

Um juiz de Los Angeles rejeitou nesta quarta-feira a ação de assédio sexual movida pela atriz Ashley Judd contra o ex-produtor de Hollywood e magnata Harvey Weinstein. O juiz Philip Gutiérrez decidiu que a atriz pode prosseguir com seu processo por difamação, mas que a denúncia de assédio sexual não se enquadra na legislação da Califórnia.

Judd acusa o outrora influente produtor - denunciado por abuso sexual por centenas de mulheres - de ter arruinado sua carreira devido a sua negativa de ceder ao assédio. Segundo a ação, Weinstein convenceu Peter Jackson a não chamar a atriz para o elenco de "O Senhor dos Anéis", assegurando que era "um pesadelo" trabalhar com ela, informação confirmada posteriormente pelo diretor. O juiz Gutiérrez esclareceu que o assédio é caracterizado em uma relação de trabalho já constituída, o que não foi o caso.

Weinstein pediu em julho o arquivamento do processo afirmando que entre os dois havia um "pacto sexual", no qual "ela deixaria ser tocada se ganhasse um prêmio da Academia por um de seus filmes'". Judd alegou que o "pacto" remontava há 20 anos, quando o produtor a convidou para seu quarto em um hotel de Beverly Hills e a convidou para vê-lo tomar um banho. O acordo teria sido um artifício para escapar do assédio.