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  • 21/08/2017
  • 10:15
  • Atualização: 15:05

Leonardo Padura é convidado do Fronteiras do Pensamento em Porto Alegre

Autor de “Hereges” e “O Homem que Amava os Cachorros” estará hoje no Salão de Atos da Ufrgs

Leonardo Padura é a atração de hoje do Fronteira do Pensamento | Foto: Álvara Delgado / Divulgação / CP

Leonardo Padura é a atração de hoje do Fronteira do Pensamento | Foto: Álvara Delgado / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

O premiado escritor cubano Leonardo Padura volta ao Estado como convidado do Fronteiras do Pensamento, nesta segunda-feira, às 19h45min, no Salão de Atos da Ufrgs (Paulo Gama, 110). Autor dos romances “Hereges” e “O Homem que Amava os Cachorros”, considerado o melhor romance histórico das últimas décadas, e conhecido pelas histórias do detetive Mario Conde na série “Estações Havana”, Padura sempre é questionado sobre política e seu país, apesar de nem sempre gostar de falar do tema.

Romancista e ensaísta, Padura escreveu roteiros para o cinema e atuou por 15 anos na área do jornalismo investigativo. Pós-graduado em Literatura Hispano-americana pela Universidade de Havana, se dedica exclusivamente à literatura desde 1995 – e, mesmo sendo agraciado pelo governo espanhol com a dupla nacionalidade, prefere continuar vivendo na ilha onde nasceu.

Ganhou reconhecimento internacional com a tetralogia policial composta pelos livros “Passado perfeito”, “Ventos de quaresma”, “Máscaras e Paisagem de outono”. Com as obras, já traduzidas para mais de 15 países, Padura venceu prêmios internacionais, como o Dashiell Hammett, de melhor romance em língua espanhola, além de ter seu trabalho adaptado para o cinema e a televisão – como no filme “Retorno a Ítaca” e na série “Quatro Estações em Havana”, lançada em 2016 pelo serviço Netflix.

Em 2011, publicou “O Homem que Amava os Cachorros”, best-seller considerado a sua obra-prima, e em 2013, “Hereges”. Pelo conjunto de sua obra, recebeu o Prêmio Princesa das Astúrias das Letras e o Prêmio Nacional de Literatura de Cuba. O escritor não gosta de ser compreendido como um “representante de Cuba” ou alguém que precisa ter uma opinião sobre o futuro do regime sociopolítico e econômico do país. “O mais importante é que em Cuba, ainda que as pessoas sejam muito pobres, a pobreza não chega a ser extrema. Há quem tenha mais possibilidades econômicas, outros que têm menos, mas o país segue sendo uma sociedade mais igualitária”, conclui.