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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

  • 05/10/2018
  • 16:45
  • Atualização: 16:52

Academia Sueca anuncia eleição de dois novos membros

Instituição contava até o momento com apenas 10 membros ativos, sendo que o estatuto exige 12 acadêmicos

Jila Mossaed, de 70 anos, poetisa nascida em Teerã, foi um dos escolhidos | Foto: Bjorn Larsson Rosvall / TT News Agency / AFP

Jila Mossaed, de 70 anos, poetisa nascida em Teerã, foi um dos escolhidos | Foto: Bjorn Larsson Rosvall / TT News Agency / AFP

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  • AFP

A Academia Sueca, que concede o Prêmio Nobel da Literatura, anunciou nesta sexta-feira a eleição de dois novos membros, após a demissão de vários integrantes. A Academia contava até o momento com apenas 10 membros ativos de um total de 18, quando seu estatuto exige a presença de, pelo menos, 12 acadêmicos.

As divergências dentro do organismo sobre como gerenciar o escândalo de abuso sexual cometido por um francês próximo à instituição e casado com uma integrante provocou graves tensões entre os seus integrantes. Vários deles pediram demissão, incluindo sua secretária permanente Sara Danius.

A escolha de Jila Mossaed, de 70 anos, poetisa nascida em Teerã, que escreve em sueco e persa, e a de Eric Runesson, nascido em 1960, juiz do Supremo Tribunal da Suécia, permite que a Academia recupere o quorum necessário para funcionar. "Percorremos boa parte do caminho para restaurar a confiança [na Academia]. As coisas parecem diferentes agora", assegurou o secretário permanente interino, Anders Olsson.

O rei Carl XVI Gustaf da Suécia, padrinho da instituição, anunciou em maio uma modificação no estatuto da Academia: os membros da Academia, inicialmente eleitos perpétuamente, passaram a ter direito a renunciar e ser substituído. "A eleição de dois novos membros é positiva. Espero que a Academia Sueca consiga restaurar a confiança na instituição e possa continuar o seu trabalho", declarou Carl XVI Gustaf, em comunicado.

Jila Mossaed substitui o escritor Kerstin Ekman, que se afastou da Academia em 1989, depois que a instituição se recusou a condenar uma fátua lançada pelo regime iraniano contra o escritor britânico Salman Rushdie por seu romance "Os Versos Satânicos". "Meus escritos não foram reconhecidos no meu país de origem, e agora a minha nova nação me oferede uma das melhores posições literárias graças a eles", disse Jila Mossaed, que vive exilado na Suécia desde 1986.