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  • 09/12/2018
  • 17:28
  • Atualização: 17:49

Academia Rio-Grandense de Letras premia melhor poesia, livro infantil e melhor tese

Armindo Trevisan foi homenageado com o troféu Escritor do ano

Academia Rio-Grandense de Letras premia melhor poesia, livro infantil e melhor tese acadêmica | Foto: Luis Ventura / Divulgação / CP

Academia Rio-Grandense de Letras premia melhor poesia, livro infantil e melhor tese acadêmica | Foto: Luis Ventura / Divulgação / CP

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A Academia Rio-Grandense de Letras entregou os troféus aos vencedores da segunda edição do concurso literário da entidade, na noite da última sexta-feira, 7, no auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.

Deisi Beier recebeu o Troféu Alceu Wamosy, categoria livro de poemas, pelo livro "Cais alheio" (Editora Modelo de nuvem). O escolhido na categoria livro infantil foi Pablo Morenno, por "Alfabeto poético dos nomes" (Physalis Editora), que recebeu o Troféu Carlos Urbim. Na categoria Dissertação Acadêmica, Aline Cecchin levou o Troféu Dyonélio Machado, com a tese "Mapeamento e análise do cenário editorial e literário da Serra Gaúcha (2000-2016)".

Trevisan foi homenageado pela Academia com o Troféu Escritor do Ano, depois de escolhido em votação pelos acadêmicos. Durante o evento, frases como "é mão para escrever, mão para cumprimentar", do autor, eram lidos pelos apresentadores da cerimônia, a escritora Marô Barbieri, membro da Academia, e o presidente da ARL, Rafael Jacobsen, que entregou o troféu ao escritor. Trevisan agradeceu aos colegas e a dois de seus grandes mestres, Mario Quintana e Erico Verissimo. E leu um breve ensaio sobre a escrita nas redes sociais, onde pede mais atenção à escrita na educação escolar. "É necessário o aperfeiçoamento da palavra escrita. Escrever é passar a limpo a oralidade. Para ser escritor, é preciso um mínimo de talento e um mínimo de treinamento", disse.

O presidente da entidade citou Gabriel García Marquez, Ricardo Piglia e Oscar Wilde, um de seus autores favoritos, e observou a necessidade de que exista algo a dizer dentro de cada escritor. "O artista nasce de um grande desassossego interior", disse Jacobsen. "Escrever é um ato de afeto".

Os outros indicados receberam diplomas: Cleonice Bourscheid, com "Ave, água", da Ardotempo, e Ricardo Silvestrin, com "Prêt-à-porter," da Artes e Ecos (poemas); Marco Barbiero, com "O Compadre Graxaim e a Batalha dos Cafundós", Editora Saluz, e Christian David, com "Sangue real, Selo Off Flip" (infantil); e Ana Paula de Oliveira, com "A variação entre os pronomes de primeira pessoa do plural “nós” e “a gente” numa amostra da literatura infanto-juvenil gaúcha", e Andréia Pires, com "O céu riscado na pele: uma poética do deslocamento "(tese ou dissertação acadêmica).

A cerimônia contou com a presença da vice-reitora da UFRGS, Jane Tutikian; da diretora do IEL, Patricia Langlois; do coordenador do Livro da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, Sérgius Gonzaga; entre outros. Os troféus foram confeccionados pelo artista visual Lucas Strey.

A ARL, fundada em 1901, é composta de 40 membros, eleitos por critérios de mérito literário e relevância na cena literária gaúcha. Sua sede preserva uma pinacoteca com obras doadas e uma biblioteca com livros de escritores do Estado, além de documentos de memória da instituição.