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  • 13/04/2018
  • 12:14
  • Atualização: 12:46

“Nossa história valoriza a construção de redes”, destaca líder da Francisco El Hombre

Banda toca sábado na Capital, junto com Bloco da Laje e Trabalhos Especiais Manuais

Noite promete cores, energia, vibração, ritmos, poesia, baile e latinidade  | Foto: Rodrigo Gianesi / Divulgação / CP

Noite promete cores, energia, vibração, ritmos, poesia, baile e latinidade | Foto: Rodrigo Gianesi / Divulgação / CP

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  • Luiz Gonzaga Lopes

Uma banda cuja principal característica é o pé na estrada, chegar nos locais onde vai se apresentar para conhecer outros músicos, improvisar, criar redes. Esta é a Francisco El Hombre. Formado pelos irmãos Sebastián (bateria e voz) e Mateo Piracés-Ugarte (violão e voz), com os músicos brasileiros Juliana Strassacapa (voz), Andrei Kozyreff (guitarra) e Rafael Gomes (baixo), o grupo paulista se apresenta neste sábado, às 19h, no Auditório Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, 685) , em show conjunto com o Bloco da Laje e a Trabalhos Espaciais Manuais (TEM).

A noite promete cores, energia, vibração, ritmos, poesia, baile e latinidade nesse encontro de três grandes bandas contemporâneas. O projeto que une os três coletivos musicais é o Antenna ao Vivo. Os ingressos estão disponíveis pelo link ou na bilheteria do Teatro do Bourbon Country (Tulio de Rose, 80) e no local a partir das 15h de sábado. Os portões abrem às 17h. Existe também a opção de ingresso solidário (mediante a doação de 1 litro de leite) e meia-entrada.

Com pouco mais de cinco anos de existência, a Francisco, El Hombre é inspirada pelas andanças da banda, o pé na estrada, as redes. “Somos as fronteiras que cruzei”, diz um dos versos da música intitulada “Francisco, el Hombre”, do EP de estreia "La Pachanga" (2015). Antes, o grupo havia gravado o EP “Nudez” (2013). Em 2016, foi a vez do álbum “Soltasbruxa” (2016), com grandes sucessos como “Triste, Louca ou Má”, “Bolso Nada”, “Calor da Rua” e “Tá com Dólar, Tá com Deus”.

“Para nós, não há fronteira que não possamos cruzar. Este show é da reta final de ‘Soltasbruxa’. Será o último ou o penúltimo em Porto Alegre. Estamos tocando as mesmas músicas, mas o show é todo diferente das outras apresentações por aí, no Morrostock, no Opinião. Estivemos no Chile, no México, Colômbia, Equador, Uruguai e em diversas regiões do Brasil e estas andanças nos deram um novo carregamento, vivência e uma nova pegada”, declara Sebastián Ugarte.

A presença digital do grupo é sempre empoderada. Os videoclipes da banda são superproduções, como é o caso de “Triste, Louca ou Má” ou “Calor da Rua’. Assim, a banda conquistou uma base engajada de fãs para além do mercado indie. A faixa “Triste, Louca ou Má”, já contabiliza mais de 6,3 milhões de views no YouTube. A música foi indicada ao Grammy Latino na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa e virou trilha de novela. No mês de março, a banda esteve no Lollapalooza Brasil 2018 e no Vive Latino (México).

“Estamos no quinto ano da banda. Criamos redes por toda a América Latina, do México a Colômbia, Chile, Equador, Cuba, Argentina, Uruguai. Não somos de ficar teorizando. A nossa história valoriza a construção de redes, tijolo por tijolo. A gente já conseguiu levar a Dona Onete para tocar no México. Já fizemos turnê com os uruguaios da Cuatro Pesos de Propina pela América do Sul. A gente abriu espaço para muitas bandas e trocamos muito. Não é apenas o relacionar-se pelo Facebook e Whatsapp. É olho no olho, mostrando a força de um abraço e do frente a frente”, ressalta Sebastián.

Bloco da Laje e Trabalhos Espaciais Manuais (TEM) fazem parte deste frente a frente. As duas bandas possuem muitas afinidades com a Francisco, El Hombre. Todas são contemporâneas, provocativas, engajadas e idealistas e botam o público pra dançar com ritmos, batuques, poesia, atitude e ideias. A orquestra de música popular Trabalhos Espaciais Manuais (TEM) abre a junção com seu groove e metais impecáveis, seguida pelo som pulsante, o discurso e a força latino-americana da Francisco, El Hombre, para a noite fechar com a explosão de energia, cores e musicalidade do Bloco da Laje, coletivo de artistas que toca na rua e é considerado um dos principais movimentos artístico-culturais da cidade.

“A gente sempre costuma valorizar a cena local. Quem faz o que em cada cidade. Fazemos trocas musicais, afetivas, de experiências. Na Francisco, a gente gosta é de criar redes, quase famílias. E o Rio Grande do Sul é um estado fundamental para quebrar as fronteiras com Uruguai e Argentina. O gaúcho canta e entende o espanhol. O RS é um ponto de contato, tem muitas semelhanças com estes dois países de fronteira. Por isso, que sempre foi e é um público fiel da banda”, observa Sebastián.

O único assunto que é espinhoso para um dos líderes da banda é o momento político brasileiro. “A sociedade funciona em ciclos. Existem momentos nos quais, a sociedade precisa saber para onde quer ir. Infelizmente, no momento atual, quem pensa o contrário está por cima. Nós cremos no poder do afeto, do abraço, na conscientização política, nas redes, nos coletivos, em estarmos menos sozinhos, menos isolados”, finaliza.

A Antenna é um ecossistema de produção e criação de conteúdo de cultura pop (música, cinema, literatura, artes visuais, urbanidade, futebol). No ano passado, trouxe Liniker & Os Caramelows pela primeira vez para o palco do Araújo Vianna. A promoção é da Facool com coprodução da Opus Promoções.


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