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  • 27/12/2017
  • 15:17
  • Atualização: 15:41

Embaixador de Israel critica Lorde após cancelamento de show em Tel Aviv

Itzhak Gerberg classificou decisão da cantora como lamentável

Show seria realizado no Tel Aviv Convention, em 5 de junho | Foto: Instagram / Reprodução / CP

Show seria realizado no Tel Aviv Convention, em 5 de junho | Foto: Instagram / Reprodução / CP

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O cancelamento do que seria o primeiro show da cantora Lorde em Israel, na cidade de Tel Aviv, após protestos de fãs e ativistas, não agradou o embaixador do país na Nova Zelândia, onde a artista nasceu. Itzhak Gerberg divulgou o texto na página oficial da Embaixada no Facebook, classificando a decisão da intérprete de sucessos como "Royals", "Green Light", "Team" e "Perfect Places" como "lamentável", afirmando que ela "decepcionou todos os seus fãs em Israel".

"A música é uma linguagem maravilhosa de tolerância e amizade, que reúne pessoas. Seu concerto em Israel poderia ter divulgado a mensagem de que as soluções provêm de engajamento construtivo que leva a um compromisso e cooperação. A música deve unir não dividir e sua performance em Israel poderia ter contribuído para o espírito de esperança e paz no Oriente Médio", escreveu. "Boicotar e odiar, por outro lado, representa hostilidade e intolerância e lamento ver que você sucumbiu a fãs de um pequeno grupo fanático de BDS (boicote, destruição e sanção) que nega o direito do Estado de Israel de existir e que espalha o ódio e a animosidade", continuou.

Ele então convidou a artista para se encontrar pessoalmente com ele para discutir questões sobre o país, suas conquistas e seu papel como a "única democracia no Oriente Médio". Falando à rádio neozelandesa RNZ, Gerberg disse que estava pessoalmente decepcionado, pois pretendia levar seus filhos ao show e lamentou que a artista esteja sendo usada como ferramente política. "Primeiro, eu lhe diria que Israel é um país bonito e uma democracia, e então eu falaria que o BDS, as pessoas que... a convenceram a cancelar o concerto, estão usando-a como uma ferramenta política. Por último, mas não menos importante, eu diria que acho que a música é uma linguagem tão maravilhosa, a linguagem de esperança e de paz, e, portanto, ela deveria ir até lá e tocar".

Outras autoridades também se manifestaram, como o ministro da Cultura de Israel: aludindo ao título do primeiro álbum de Lorde, "Pure Heroine", Miri Regev disse que ela deveria ser uma "heroína pura" da cultura, sem qualquer consideração política externa. O Conselho Judaico da Nova Zelândia disse que, ao sucumbir à pressão para cancelar o show, Lorde tinha feito uma declaração política. A porta-voz Julieta Moisés comentou que a cantora se apresentará na Rússia, mas apesar de abusos dos direitos humanos naquele país, ninguém protestou para que ela cancelasse. "Da mesma forma, ela não é acusada de cumplicidade com Trump e suas políticas quando ela toca nos Estados Unidos", escreveu.