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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de Julho de 2018

  • 10/01/2018
  • 14:19
  • Atualização: 14:41

Eric Clapton revela que está ficando surdo

Músico inglês disse que problemas auditivos têm lhe causado dificuldade para tocar guitarra

Clapton contou ainda que sofre com muitas dores causadas pela neuropatia periférica | Foto: Facebook / Divulgação / CP

Clapton contou ainda que sofre com muitas dores causadas pela neuropatia periférica | Foto: Facebook / Divulgação / CP

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Em entrevista a BBC Radio 2, Eric Clapton afirmou que está ficando surdo e com dificuldades para tocar guitarra. Na conversa, que fazia parte da promoção de seu documentário “Eric Clapton: Life in 12 Bars”, que estreia no Reino Unido nesta sexta-feira, o músico revelou que está apreensivo sobre dedilhar o instrumento e cantar com excelência devido a problemas auditivos que incluem zumbidos e um toque vindo do interior da orelha. Contudo, ele garante que continuará a se apresentar.

Clapton contou que, em 2017, sofreu com muitas dores causadas pela neuropatia periférica (fraqueza, dormência e dor devido a danos nos nervos, normalmente nas mãos e nos pés). “É difícil trabalhar tocando guitarra e eu tive que aceitar o fato de que isso não vai melhorar”, disse. “Eu ainda vou trabalhar. Vou fazer o show no Hyde Park em julho. A única coisa que me preocupa agora é continuar competente em meus setenta anos, porque eu estou ficando surdo, sofro com zumbido, e minhas mãos apenas funcionam. Eu espero que as pessoas ainda venham me ver tocar mais pela curiosidade. Eu sei que isso faz parte, até porque eu acho incrível que eu continue aqui", completou.

Falando sobre o longa biográfico, o inglês de 72 anos comentou que a dificuldade de assistir às cenas. “É difícil, porque isso é sobre um longo difícil período da minha vida”. O documentário acompanha sua trajetória, da infância ao estrelato internacional, através de sua luta contra as drogas e álcool e a morte de seu filho de 4 anos, em 1991, que originou o clássico "Tears in Heaven". "É importante que as pessoas vejam que isso tem um final feliz”, destacou.

O britânico também analisou sua preferência pelo blues durante a carreira. "Eu entendia que a música pop era muito fácil, e eu não tinha nenhum respeito por coisas que são fáceis. Então as coisas que eram claramente difíceis, como tocar o blues, eram mais atrativas para mim. E, por debaixo disso, há uma questão de identificação com esse estilo. Não era uma questão de se divertir ou ser divertido. O entretenimento no pós-Guerra Mundial estava se tornando muito fútil", finalizou.